Saúde

Câmara debate a realidade do Pronto-Socorro

Audiência Pública proposta pela Comissão de Saúde tratou de temas referentes ao hospital de emergência

18 de Maio de 2017 - 11h05 Corrigir A + A -
Na quarta-feira à tarde, 41 pacientes esperavam leito  (Foto: Paulo Rossi - DP)

Na quarta-feira à tarde, 41 pacientes esperavam leito (Foto: Paulo Rossi - DP)

A Câmara de Vereadores debateu, na manhã desta quarta-feira (17), a atual situação do Pronto-Socorro de Pelotas (PSP). Participaram vereadores, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a administração do hospital, além de entidades relacionadas aos trabalhadores da saúde e do Conselho Municipal da Saúde. Na pauta, os problemas enfrentados diariamente no PSP, como a falta de atendimento e a sobrecarga de trabalho para enfermeiros, por exemplo. Marcada para começar às 10h30min, a audiência começou depois das 11h, em seguida ao final da sessão ordinária desta quarta-feira. O debate terminou por volta das 14h.

Os dados referentes à espera são muito dinâmicos. Na tarde desta quinta, 41 pacientes aguardavam leitos, quatro em emergência e seis na pediatria - os dados foram fornecidos na portaria do hospital. A preocupação, de acordo com o proponente, vereador Marcos Ferreira (PT), surge no momento que começa a alta temporada de procura por atendimento no local em função dos tradicionais problemas respiratórios no inverno.

O Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul (Coren/RS), representado pelo presidente Daniel de Souza, fez críticas às condições de trabalho de enfermeiros e técnicos de enfermagem, que estão sobrecarregados de funções. “Botando em risco o atendimento ao usuário”, disse Souza. Daniel reforçou a importância dos profissionais dentro do quadro de atendimentos de emergência e no auxílio em procedimentos executados unicamente por eles. Conforme o Coren/RS, o local tem déficit de profissionais. Já Bianca Macedo, representando o Sindicato dos Trabalhadores em Serviços de Saúde de Pelotas (Sindisaúde), denunciou que técnicos de enfermagem realizam triagem de pacientes, classificando o risco de cada um. O serviço deveria ser executado por um enfermeiro de nível superior. Bianca ainda falou do alto índice de problemas e doenças decorridas do estresse causado pelas más condições de trabalho. “Não é possível um técnico cuidando de 20 pacientes”, expôs.

Medidas para desafogar o PS
Já a secretária da SMS, Ana Costa, defendeu o trabalho feito pela prefeitura, que está “mobilizada 24 horas por dia” para melhorar os atendimentos de emergência. O tempo de espera por internação por leito e UTI estão abaixo das metas estabelecidas, lembrou a secretária. Ana tratou também de medidas que procuram humanizar o atendimento no local, que assiste toda a região através da Rede de Urgência e Emergência (RUE). Com a abertura da UPA Ferreira Viana e a inauguração da UPA na Bento Gonçalves, a atendimento imediato deve desafogar o PS. Outra ação para diminuir a incidência de pacientes enviados à emergência foi a realização de exames laboratoriais na Ubai Navegantes - em 2016 foram 33 mil atendimentos. A secretária ainda reforçou que está constantemente reunida com profissionais que prestam serviço no local para definir estratégias administrativas.


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