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França pede mediação internacional na Venezuela

Manifestantes venezuelanos exigem eleições para derrubar o governo socialista que acusam de destruir a economia e de transformar o país em uma ditadura

18 de Maio de 2017 - 18h33 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Agência Brasil

Milícias saquearam lojas e entraram em confronto com as forças de segurança durante a noite de quarta-feira (17) na tumultuada região oeste da Venezuela, onde três soldados foram acusados nesta quinta de matar um homem que estava comprando fraldas para seu filho, segundo testemunhas. As informações são da Reuters.

As seis semanas seguidas de protestos contra o governo já resultaram em ao menos 44 mortes, e deixaram centenas de feridos e presos na pior turbulência do mandato de quatro anos do presidente Nicolás Maduro de 54 anos, sucessor do falecido líder populista Hugo Chávez.

Manifestantes estão exigindo eleições para derrubar o governo socialista que acusam de destruir a economia e de transformar a Venezuela em uma ditadura. Maduro diz que seus adversários estão tentando realizar um golpe violento.

França pede mediação internacional
Com o agravamento da crise na Venezuela, a França pediu nesta quinta que seja estabelecida uma mediação regional ou internacional entre o governo do país e grupos de oposição para pôr fim a crescente violência na nação produtora de petróleo.

"Para a França, assim como para seus parceiros europeus, a prioridade é o fim imediato da violência por meio do apoio de uma mediação confiável regional ou internacional que tenha a confiança de ambos os lados --governo e oposição-- para ajudar a restaurar o diálogo e a estabilidade", disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Romain Nadal, à imprensa.

A embaixadora dos Estados Unidos para as Nações Unidas, Nikki Haley, advertiu na quarta que se a situação não for resolvida pode se agravar e levar a uma grande crise internacional como na Síria.

Capriles bloqueado
Em outro desdobramento da crise venezuelana, um dos principais oponentes de Maduro, o governador Henrique Capriles, disse nesta quinta que seu passaporte foi anulado quando ele estava no aeroporto de Caracas prestes a embarcar para as Nações Unidas, em Nova York, em uma viagem para denunciar as violações dos direitos humanos no país.

"Meu passaporte é válido até 2020, o que eles querem é evitar que a gente vá para as Nações Unidas", disse Capriles em um vídeo postado no Twitter. "Não vou poder viajar", acrescentou.


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