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Preço dos combustíveis será reduzido nas refinarias, diz Petrobras

Se ajuste for integralmente repassado ao consumidor final, diesel pode cair 3,5% (R$ 0,11 por litro), na bomba, e a gasolina, 0,9% (R$ 0,03 por litro)

14 de Junho de 2017 - 19h43 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Redação
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A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (14) a redução do preço médio da gasolina nas refinarias em 2,3% e o do diesel em 5,8%, a partir de quinta-feira, e informou que passará a realizar ajustes de preços em períodos mais curtos do que os realizados atualmente.

A decisão, segundo a Petrobras, reflete as variações recentes nos preços internacionais do petróleo que, depois de flutuar ao redor de 50 dólares por barril, registrou queda sucessiva - estando agora abaixo de 46 dólares por barril atualmente.

"No câmbio, depois de uma desvalorização significativa na moeda brasileira em relação ao dólar, refletindo incertezas políticas, a moeda americana tem flutuado em torno de 3,30 reais", destacou a petroleira, em uma nota à imprensa.

A empresa reiterou que os novos preços continuam com uma margem positiva em relação à paridade internacional, conforme princípio da política de preços para o diesel e a gasolina adotada desde outubro de 2016, e estão alinhados com os objetivos do plano de negócios 2017-2021.

As revisões feitas pela Petrobras nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor, frisou a Petrobras, já que a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados.

Se o ajuste anunciado nesta quarta-feira for integralmente repassado e não houver alterações nas demais parcelas que compõem o preço ao consumidor final, o diesel pode cair 3,5%, ou cerca de 0,11 real por litro, na bomba em média, e a gasolina, 0,9% ou 0,03 real por litro, em média, disse a estatal.

Possíveis repasses, no entanto, dependerão do movimento de outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente distribuidoras e postos revendedores.

Sobre a frequência dos reajustes, o Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP), responsável pelos movimentos, reiterou que os reajustes em períodos aproximados de 30 dias não têm sido suficientes para refletir a volatilidade dos preços internacionais de derivados e do câmbio.

"O GEMP avançou nessa discussão e iniciará a prática de ajustes de preços em períodos mais curtos, sem alterar a regra de formação de preços da atual política, para acomodar as volatilidades observadas no mercado internacional", explicou a Petrobras. 


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