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Joesley Batista reforça versão do primeiro depoimento à Polícia Federal

Empresário voltou a informar que deu R$ 500 mil em dinheiro a Rocha Loures e que parte do montante seria destinado a Temer

16 de Junho de 2017 - 19h55 Corrigir A + A -

Por: Redação
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O empresário Joesley Batista, em imagem de arquivo, que voltou a depor nesta sexta-feira à Polícia Federal em Brasília, no qual reforçou versão anterior que provocou atual crise política do governo Temer  (Foto: Divulgação - DP)

O empresário Joesley Batista, em imagem de arquivo, que voltou a depor nesta sexta-feira à Polícia Federal em Brasília, no qual reforçou versão anterior que provocou atual crise política do governo Temer (Foto: Divulgação - DP)

O empresário Joesley Batista, um dos donos da empresa JBS, prestou depoimento à Polícia Federal nesta sexta-feira (16) em Brasília no inquérito que investiga Michel Temer e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures.

À PF, Joesley Batista, delator da Operação Lava Jato, "reforçou a verdade dita no depoimento por ocasião da colaboração, apenas a verdade dos fatos, ou seja, confirmou o que já foi dito e provado", segundo informação da defesa.

Temer e Loures são investigados por organização criminosa, obstrução de justiça e corrupção passiva com base na delação do empresário. Batista afirmou na delação que deu dinheiro a Loures - parte do qual seria destinado a Temer - com a intenção de ser favorecido pelo governo. A PF filmou o ex-deputado, ex-assessor especial do presidente, saindo de um restaurante em São Paulo com uma mala com R$ 500 mil em dinheiro. Joesley Batista também registrou, com gravador escondido, conversa com Temer na noite de 7 de março, na residência oficial do Palácio do Jaburu, na qual disse que pagava mesada ao ex-deputado Eduardo Cunha para que ele permanecesse em silêncio. Na interpretação da Procuradoria Geral da República, Temer deu "anuência" a esses pagamentos. Cunha nega ter recebido.

 


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