Skate downhill

Velocidade ladeira abaixo

Pelotense Lucas Costa começa a se destacar no skate downhill e termina etapa do mundial em 15°

19 de Junho de 2017 - 09h38 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Pelotense Lucas Costa começa a se destacar no skate downhill
(Foto: Lucca Tancredi)

Pelotense Lucas Costa começa a se destacar no skate downhill (Foto: Lucca Tancredi)

Caso você passe pela via de acesso à cidade de Morro Redondo e veja alguém descendo a ladeira a mais de 100 km/h não se assuste. É o jovem pelotense de 21 anos, Lucas Costa, treinando a modalidade esportiva que é apaixonado: o skate downhill.

Os treinos vem dando resultado. Não é atoa que há uma semana ele terminou em 15° na etapa de Minas Gerais do Campeonato Mundial de Skate Downhill. O pelotense chegou às quartas de final, vencendo duas baterias. A competição contou com 65 participantes. E o mais curioso, o Brasil é um dos expoentes neste esporte sem muita visibilidade. Lucas anda de longboard desde os 14 anos. O único lugar que encontrava para descer em velocidade é na descida da rua Pinto Bandeira, centro de Pelotas. Desde os 18 anos começou a competir. "É a F1 do skate. O melhor momento que existe para mim é quando estou em cima do skate", disse Costa.

Em quatro anos competindo, o jovem vem acumulando cada vez melhores resultados. Em 2013 participou do Sul-Americano, no ano seguinte ficou em segundo na competição nacional e oitavo na continental. Há 3 anos está entre os top 5 do país. O que culminou com o resultado em Minas Gerais.

Dificuldades
Como qualquer outro esporte menos reconhecido no Brasil, Lucas precisa encarar as dificuldades. Há pouco apoio financeiro e visibilidade. Por isso o estudante de engenharia de produção na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) não consegue se dedicar apenas para o esporte. Neste final de semana, por exemplo, a etapa mundial ocorreu na Colômbia. O pelotense acabou não participando. Além do aporte financeiro para as viagens, Lucas encontra dificuldades para treinar. Aqui na região o único lugar que encontrou é na estrada de acesso ao Morro Redondo. Pelotas é uma cidade plana que não propícia a prática do downhill. "Tento me adaptar. Esse desafio me serve de motivação. Como é praticamente impossível correr aqui, é algo que me motiva demais a melhorar", contou Lucas.

A competição de downhill é basicamente uma corrida. São três dias de competição. O primeiro para os participantes conhecer o percurso, o segundo para marcação de tempo e o terceiro para a realização das provas. São sempre baterias com quatro participantes. Os dois primeiros avançam. É obrigatório o uso de equipamento de segurança como macacão, capacete, joelheiras e luvas. O que acaba elevando ainda mais o custo do esporte.


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