Agronegócio

Plano Safra deve superar R$ 2 bilhões na região

Expectativa do Banco do Brasil é de crescimento de até 10% de beneficiados

12 de Julho de 2017 - 06h35 Corrigir A + A -

Por: Vinicius Peraça
vinicius.peraca@diariopopular.com.br 

O superintendente regional do Banco do Brasil, Fábio Pereira Ribas, apresenta detalhes do Plano Safra 2017/2018 a produtores da região (Foto: Paulo Rossi - DP)

O superintendente regional do Banco do Brasil, Fábio Pereira Ribas, apresenta detalhes do Plano Safra 2017/2018 a produtores da região (Foto: Paulo Rossi - DP)

Anunciado pelo governo federal na semana passada e com recursos já liberados para os produtores rurais, o Plano Safra 2017/2018 deve superar o valor do ano passado, quando R$ 1,6 bilhão foi liberado em operações de crétdito na Zona Sul do Estado. A expectativa é da Superintendência do Banco do Brasil na região. A instituição é a maior financiadora do programa.

Embora a maioria dos empréstimos rurais ocorra via Banco do Brasil, outras instituições também devem registrar crescimento. A aposta é que o clima favorável à produção rural e as novas condições para acesso e pagamento estimulem agricultores e pecuaristas a ampliar seus negócios. “Este ano o dinheiro está mais barato, o que deve resultar em uma tomada maior de recursos. Sobretudo porque a produtividade na região tem sido boa e os produtores estão se sentindo confiantes”, avalia o superintendente regional do banco, Fábio Pereira Ribas.

O governo confirmou que neste ano foi feita redução em um ponto percentual nos juros anuais voltados ao custeio e ao investimento, passando para 7,5% e 8,5%, respectivamente. Já para os programas de armazenagem e inovação tecnológica a taxa será de 6,5% ao ano.

Para os pequenos produtores, que possuem forte influência na economia dos municípios da região, as taxas de financiamento irão oscilar entre 2,5% e 5,5%, conforme o risco da operação. Em todo o país este setor poderá acessar até R$ 14,6 bilhões através do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Apesar de não atender totalmente à demanda de sindicatos ligados à agricultura familiar, as mudanças agradaram o representante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pelotas, Capão do Leão, Morro Redondo, Turuçu e Arroio do Padre. “Queríamos uma redução maior nos juros. Mesmo assim, acreditamos que houve um avanço que irá melhorar o acesso do produtor aos financiamentos”, afirma Jair Fernando Bonow. Segundo ele, pelo menos oito mil famílias da região estão aptas a buscarem recursos do Plano Safra. “A maioria deve aderir de alguma forma”, completa.

Maiores investimentos se iniciam agora
Após um primeiro semestre em que a busca por crédito cai especialmente devido à redução no plantio de grãos, é a partir deste mês que se intensifica a busca por recursos. De acordo com a Emater, nos últimos seis meses do ano passado a agência regional de Pelotas deu assistência a 3,1 mil projetos que movimentaram R$ 47,2 milhões. Já entre janeiro e junho de 2017 a procura caiu para apenas 1.030 projetos, que acessaram R$ 19,5 milhões em crédito.

“A maior parte dos financiamentos é voltada à produção de soja e milho. Mas temos muita gente atrás de crédito para custear o pêssego no entorno de Pelotas, a cebola em Rio Grande e São José do Norte e até a aquisição de maquinário para produção de leite”, explica o assistente técnico Gilberto Pozzobom.

SAIBA MAIS
O Plano Safra 2017/2018

Valor total: R$ 190,2 bilhões (R$ 5,2 bilhões a mais que o anterior)
Custeio e comercialização: R$ 150,2 bilhões
Investimento: R$ 38,1 bilhões
Juros: 6,5% (armazenagem e inovação), 7,5% (investimentos) e 8,5% (custeio)
Financiamentos disponíveis: desde o dia 3 deste mês


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