Moradia

Famílias cobram conclusão das obras no Sítio Floresta

Entrega dos residenciais Amazonas e Roraima, no Sítio Floresta, já ultrapassa dois anos de atraso

14 de Julho de 2017 - 20h09 Corrigir A + A -

Por: Michele Ferreira
michele@diariopopular.com.br 

Engenheiro Rui Lucas mostra apartamento do Residencial Amazonas no Sítio Floresta (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Engenheiro Rui Lucas mostra apartamento do Residencial Amazonas no Sítio Floresta (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Atualizada às 20h36

Até outubro os beneficiários das 560 unidades dos residenciais Amazonas e Roraima, no Sítio Floresta, Zona Norte de Pelotas, devem assinar os contratos com o Banco do Brasil.

Ao menos foi a perspectiva anunciada nesta sexta-feira (14), quando uma comissão de futuros moradores visitou o local para verificar o andamento das obras, que deveriam ter sido entregues em maio de 2015. Uma força-tarefa, com a participação de integrantes da Comissão de Habitação da Câmara de Vereadores, promete pressionar pela agilização de documentos essenciais à inauguração, como o habite-se, a licença de operação e o alvará do Corpo de Bombeiros.

Ao receber as famílias, o engenheiro Rui Lucas - da Serial Engenharia - apresentou apartamentos e assegurou que até setembro as obras estarão 100% concluídas. Ao falar nos quatro anos em que o projeto se arrasta, fez questão de destacar os atrasos no repasse de verbas do governo federal, que chegam a cerca de R$ 1,8 milhão. “Estamos fazendo o nosso papel, que é o de cumprir os contratos, mas muitas outras empresas nessa situação já teriam abandonado a obra”, reiterou.

Sonho alimentado
A demora na construção e a incerteza de prazos não são suficientes para eliminar o entusiasmo. Ao ter a chance de pisar em um dos imóveis e olhar pelas janelas, Luciana Nogueira, 46, não perdeu a chance de fazer fotos e vídeos. Ao lado da filha Gabrieli, de sete anos, já projetava a divisão dos quartos. E, em uma frase, sintetizou o desejo de deixar para trás o aluguel que consome R$ 400,00 da renda familiar: “É meu sonho, né?”.

Preocupação vai além das obras
A estrutura pública para dar conta de vagas nas escolas e atendimentos na rede básica de saúde às 560 famílias - grande parte oriunda de outras localidades da cidade - é mais um dos temas que entram em pauta e geram preocupação entre os moradores dos residenciais erguidos pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Nos próximos dias, integrantes da Comissão de Habitação e Serviços Públicos da Câmara devem começar a percorrer secretarias municipais para checar quais soluções serão levantadas pelo governo para evitar superlotação; seja em instituições de ensino, seja em Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Exemplo para não se repetir
As 480 famílias que hoje vivem nos residenciais Azaleia e Acácia no Corredor do Obelisco, no bairro Areal, assinaram os contratos de compra da tão sonhada casa própria no começo de junho de 2017. Até formalizarem o financiamento junto ao Banco do Brasil, entretanto, foram aproximadamente seis meses a mais de espera, com as obras prontas, só no aguardo da liberação de toda a papelada a ser providenciada pelo BB - lamenta o engenheiro Rui Lucas.

É um exemplo que nem a comunidade nem a construtora quer ver se repetir nos empreendimentos do Sítio Floresta. A intenção é de que a análise da documentação dos moradores e a elaboração dos contratos possam ganhar em agilidade.


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