Encontro

200 dias de gestão passados a limpo

Azonasul reúne os 23 prefeitos da região para apresentar o que fizeram desde o período que assumiram

15 de Julho de 2017 - 16h21 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Tânia Cabistany
taniac@diariopopular.com.br 

Favio Telis e Luiz Alberto estarão presentes no evento (Foto: Carlos Queiroz)

Favio Telis e Luiz Alberto estarão presentes no evento (Foto: Carlos Queiroz)

Feijó acredita que é preciso ter criatividade para experiências bem sucedidas (Foto: Paulo Rossi)

Feijó acredita que é preciso ter criatividade para experiências bem sucedidas (Foto: Paulo Rossi)

Ajustes na máquina, remodelações em secretarias, cortes nos gastos e parcerias com a iniciativa privada e a comunidade para a resolução de problemas imediatos. Os 200 dias dos prefeitos de Canguçu, Pedras Altas e Jaguarão têm sido assim. Juntamente com os demais 20 chefes de Executivo da Zona Sul, eles vão apresentar quarta-feira (19), às 14h, na nova sede da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul), um balanço desde o período em que assumiram, em 1º de janeiro, até agora. A região teve 87% de renovação nas prefeituras.

O evento 200 dias - Avanços e desafios das prefeituras tem o intuito de dar visibilidade e proporcionar uma troca de experiências entre os prefeitos. "A crise está instalada e é preciso ter criatividade para experiências bem-sucedidas", assinala o secretário executivo da Azonasul, Henrique Feijó. O período passado a limpo é uma experiência nova na Azonasul, até porque nunca houve tanta renovação nas prefeituras como nas últimas eleições.

Para Feijó, é um desafio nesse sentido, pois nas gestões passadas havia uma continuidade. A expectativa e a curiosidade são grandes quanto às administrações, até porque assumiram as prefeituras que já haviam enfrentado a crise econômica, com muitas em dificuldade financeira por consequência.

O evento também servirá para mostrar a nova sede da Associação, que depois de 52 anos no mesmo endereço, mudou-se para a rua Andrade Neves, 2.077, sexto andar. As novas instalações ainda passam por reforma, o que significa, segundo Feijó, que a entidade também se renova e inicia uma nova fase. A inauguração oficial, no entanto, deverá ficar para o aniversário da Associação, em 20 de setembro, já que as obras no novo espaço ainda não foram concluídas.

Canguçu
O prefeito de Canguçu, Vinícius Pegoraro (PMDB), diz ter feito uma série de ajustes no início do mandato. Remodelou secretarias para tentar atender melhor as demandas do município. Entregou cinco prédios até então alugados e centralizou o atendimento em um único local, o antigo pavilhão da Cosulati. "Encontramos a prefeitura em situação de insuficiência financeira. Não fizemos decreto de não pagamento das dívidas, mas começamos economizando", relata.

Também providenciou a redução de alguns contratos terceirizados. Um deles foi com relação ao transporte escolar. Com a centralização de serviços, reduziu a demanda de servidores, pois houve aposentadorias e teoricamente iria faltar mão de obra. Com isso, deixou 30 vagas de Cargos em Confiança (CC) sem preencher. Destaca que muitas obras têm sido viabilizadas graças à parceria com a comunidade, como o término do Ginásio Herval, no interior, cujas obras estavam paradas há mais de uma gestão. O mesmo ocorreu para concretizar a pavimentação de algumas ruas.

Pedras Altas
Teve ginástica também em Pedras Altas para colocar a casa em dia. Conforme o prefeito Luiz Alberto Perdomo (PSB), o sucateamento das máquinas recebidas foi muito grande. De cinco caminhões, um só funcionava e foi destinado à coleta do lixo, duas vezes por semana. Mais de R$ 60 mil foram gastos com os três ônibus que fazem o transporte escolar. Na Saúde não havia nenhum veículo e até a compra de três novos, o jeito tem sido utilizar táxi.

As estradas estavam todas intransitáveis, mas graças à parceria com produtores e o Sindicato Rural foi possível amenizar o estado delas para o escoamento de soja. Algumas ainda estão sem acesso. O prefeito ressalta que há uma previsão de queda acentuada na arrecadação e a máquina foi enxugada ao extremo. Só existem atualmente quatro CCs no seu governo.

Jaguarão
Até o momento o prefeito de Jaguarão, Favio Telis (PMDB), diz estar tentando organizar as finanças do município. Fala que o maquinário recebido estava sucateado, com mais de 50% da frota danificada. "Conseguimos a mão de obra voluntária e com recursos próprios recuperamos os veículos", fala. Já para consertar o maquinário, recebeu ajuda do empresariado.

Dois mil quilômetros de estradas rurais já estão em boas condições para o escoamento da safra de soja e arroz, resultado dessa parceria. O hospital continua sob intervenção, mas foram feitas mudanças administrativas, corte de gastos e aplicação de verba própria para mantê-lo aberto. Tem recebido pacientes de toda a região. "Não fizemos reforma administrativa, mantivemos o quadro e dentro do possível foram cortados gastos", pontua.

Novos empreendimentos
Mesmo diante da crise e das dificuldades, o prefeito de Jaguarão tem boas notícias: vai receber um investimento privado na área de hidrovias, um porto de carga e descarga. Outro investimento é um projeto de fibra ótica, que deve começar a ser desenvolvido entre 30 e 40 dias. "Hoje só existe até Pelotas", observa. De acordo com Telis, sozinhos os municípios não conseguem empreender, pois não têm recursos. Então para cresceram têm de buscar parcerias.


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