Estratégia

Videomonitoramento chega à Case Pelotas

Sistema é uma das medidas adotadas pelo governo do Estado para aumentar a segurança de adolescentes internos, servidores, familiares ou visitantes nas unidades de atendimento

15 de Julho de 2017 - 18h51 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

Além das câmeras, um muro está endo erguido no Centro (Foto: Infocenter DP)

Além das câmeras, um muro está endo erguido no Centro (Foto: Infocenter DP)

Pelotas está entre as unidades da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase) que irão receber câmeras de videomonitoramento para facilitar o trabalho dos servidores e para intervenção imediata em situações de urgência. A previsão do governo do Estado é de que em setembro 58 câmeras sejam instaladas no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) Pelotas. A Unidade da cidade abriga 70 adolescentes infratores com idades entre 14 e 19 anos que praticaram atos infracionais que vão de roubo, tráfico, estupro a homicídio, segundo dados da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase). A capacidade, porém, é para apenas 40 jovens.

O sistema de videomonitoramento é uma das estratégias adotadas pelo governo do Estado para aumentar a segurança de adolescentes internos, servidores, familiares ou visitantes nas unidades de atendimento. Tem a finalidade de prevenir e inibir ações, registrar fatos ocorridos, além de auxiliar na rápida tomada de decisões, tornando mais efetiva a segurança geral da unidade.

Estão sendo instaladas, em todas as unidades de internação no Rio Grande do Sul, 828 câmeras - com investimento do governo do Estado, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no valor de R$ 2,59 milhões. Os equipamentos eletrônicos ficarão localizados em pontos estratégicos dos centros de atendimento socioeducativos e permitirão maior controle e fiscalização. Na última quinta-feira, uma das unidade do Case de Porto Alegre foi contemplada com a medida.

As imagens são captadas em tempo real nos ambientes internos e externos da unidade e ficam armazenadas por até 30 dias em um servidor. Cada unidade terá sua central de monitoramento.

Para o presidente da Fase, Robson Zinn, a implantação do videomonitoramento representa mudanças no sistema de socioeducação. "Esta tecnologia permite acompanhar as unidades a médio e longo prazo, sem que seja necessário deslocamento, ajudando a melhorar a qualidade de vida dos adolescentes e facilitando o manejo dos servidores", disse Zinn.

Outras melhorias

Em maio o governo do Estado autorizou a construção do muro no entorno do Case Pelotas. A obra que já começou a ser erguida terá quatro metros de altura e 205 de extensão. A construção de um muro naquela região é uma demanda antiga dos moradores que vivem próximos à Unidade e seguidamente testemunham princípios de rebelião entre os menores, arremesso de drogas e tiroteios.


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