Dança

Com os pés na realidade

Neste semestre estão sendo oferecidas, de forma gratuita, aulas de Sapateado, Experimentos Coreográficos e Introdução à Dança Contemporânea, esta ainda com inscrições abertas

17 de Julho de 2017 - 13h44 Corrigir A + A -

Por: Ana Cláudia Dias
anacl@diariopopular.com.br 

Oficina experimental 
de María Elvira está desenvolvendo espetáculo (Foto: Jô Folha - DP)

Oficina experimental de María Elvira está desenvolvendo espetáculo (Foto: Jô Folha - DP)

Nos últimos seis anos o Coreolab (Laboratório de Estudos Coreográficos), do curso de Dança da UFPel, ampliou o seu alcance e deixou de ser apenas um momento para orientação das coreografias criadas pelos alunos. Hoje o projeto de Extensão abarca oficinas extracurriculares, montagem de espetáculos e experimentações que cada vez mais levam os acadêmicos ao encontro da comunidade.

A professora e coordenadora do projeto, Joseane Franken Corrêa, conta que o objetivo é estimular a criação de coreografias e ajudar os alunos a qualificarem estes trabalhos. “A gente está sempre pensando nesta questão de qualificar os processos e oportunizar apresentações artísticas, que é a fruição em arte”, diz.

Estas apresentações e as próprias oficinas têm uma relação muito forte também com a formação de espectadores. Uma missão que está no DNA do projeto, mesmo logo no início, quando se detinha em auxiliar os alunos com coreografias, que eram levadas às escolas. O perfil do público que procura as oficinas é bem variado e, segundo a professora, as aulas de Introdução à Dança Contemporânea, disciplina dela, são procuradas por pessoas que nunca dançaram.

Neste semestre estão sendo oferecidas, de forma gratuita, aulas de Sapateado, Experimentos Coreográficos e Introdução à Dança Contemporânea, esta ainda com inscrições abertas. Neste semestre também foi organizado o grupo Experimental de Dança Espanhola, ministrado pela bailarina espanhola María Elvira.
Outra ação importante é a Mostra Coreolab, que ocorre a cada início ou final de semestre. A atividade, que também é gratuita, abre espaço para trabalhos desenvolvidos naquele ano pelos acadêmicos. Há ainda a Maratona Coreográfica, quando coreógrafos de fora do curso são chamados para ministrarem oficinas.

O Laboratório ganhou no último ano a parceria de outro projeto de Extensão, o Dança no Bairro, ação que trabalha danças urbanas com crianças do Dunas. O Coreolab também sedia o Tablafolk, grupo de danças populares formado por alunos.

Toda essa diversificação se refere a estratégias criadas para complementar a formação. “Às vezes no currículo eles não têm a oportunidade de realizar essa troca tão intensa com a comunidade, como um projeto de extensão possibilita”, argumenta Joseane. Este contato com a realidade, segundo a professora, prepara os alunos para enfrentarem as possíveis dificuldades da vida pós-acadêmica.

No ritmo espanhol
Há dois anos em Pelotas, a bailarina espanhola María Elvira é responsável pelo Grupo Experimental de Dança Espanhola. A parceria com a Universidade começou este ano e irá render um espetáculo que já tem nome, Gitana. A coreografia deve ganhar turnê fora da cidade.

O grupo é o único que é direcionado especialmente aos acadêmicos, assim o contato com a comunidade se dá de forma inversa. “Mesmo, neste caso, quando não tem na ação pessoas da comunidade, a professora não é da Universidade, então a inserção dela nesse espaço já é uma troca entre a coreógrafa que representa a comunidade e os acadêmicos”, diz a professora Joseane.

Feliz com a parceria María Elvira diz que o Coreolab deu a ela a oportunidade de desenvolver um trabalho artístico e, ao mesmo tempo, proporciona aos alunos o contato com outras culturas.

A bailarina tem formação em danças espanholas, entre elas o flamenco e o clássico espanhol. Segundo María Elvira o principal pré-requisito para quem quer se aventurar pelas danças folclóricas da Espanha é “sentir”. “O mais difícil é passar as questões culturais da dança”, fala.


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