Procura de cargos

Concurso da prefeitura tem abstenção alta

Provas realizadas ontem para o provimento de 162 vagas no município movimentou 4.154 candidatos, cerca de 20% a menos do que o esperado

07 de Agosto de 2017 - 08h32 Corrigir A + A -

Por: Ana Cláudia Dias
anacl@diariopopular.com.br 

Concorrentes, Bruna Helwig e Bruna Leivas disputam o mesmo cargo (Foto: Jô Folha - DP)

Concorrentes, Bruna Helwig e Bruna Leivas disputam o mesmo cargo (Foto: Jô Folha - DP)

O domingo (6) com sol e temperaturas amenas, em torno de 16ºC a 22ºC, não motivou alguns dos inscritos para o concurso público da prefeitura de Pelotas. O certame para provimento de 162 vagas, mais cadastro de reserva em oito cargos, teve 1.065 ausências das 5.219 inscrições homologadas. A abstenção em torno de 20% foi considerada alta pela coordenação do concurso. As provas foram aplicadas pela manhã e à tarde em três escolas da cidade.

Pela manhã não compareceram 604 candidatos dos inscritos aos cargos de Agente de Combate às Endemias e Técnico em Enfermagem Intervencionista. Concorriam 2.692 candidatos. À tarde não apareceram 471 candidatos.

O cargo mais procurado foi o de Agente de Combate às Endemias, com 2.431 candidatos para cem vagas, que exigia Ensino Fundamental completo e tem carga horária de 40 horas semanais. Já o cargo de Médico Neurologista, de 33 horas semanais e salário de R$ 4 mil, não teve candidatos inscritos.

No turno da manhã os portões foram fechados às 9h e as provas foram distribuídas logo a seguir. O encerramento foi ao meio-dia. À tarde foram realizadas a partir das 14h15min.

Os candidatos tiveram três horas para concluir a prova objetiva de 40 questões. A chefe do Departamento de Recurso Humanos da Secretaria de Gestão Administrativa e Financeira (Sgaf), Tavane de Moraes, e integrante da Comissão de Coordenação e Fiscalização do concurso, disse que o processo transcorreu com tranquilidade nos dois turnos.

À procura de estabilidade
Candidata ao cargo de Agente de Combate às Endemias, Ana de Paula Pinheiro, 40, disse que a prova não estava difícil, apesar de ter estudado pouco. Ao contrário de Ana, as concorrentes ao mesmo cargo, Bruna Helwig, 19, e Bruna Leivas, 20, acharam as perguntas específicas complicadas. Tanto Bruna Helwig quanto Bruna Leivas viram no concurso a possibilidade de uma colocação mais segura no mercado de trabalho. A primeira está desempregada e diz que não tem perspectiva de um novo trabalho atualmente. Já a segunda Bruna atua como operadora de caixa no comércio. “O salário não é muito mais alto do que eu recebo atualmente, mas a carga horária é melhor e tem a estabilidade”, disse.

A carioca Caroline Silva Ferreira, 35, também gostou da prova ao cargo de Combate às Endemias. Ela está em Pelotas há quase três anos, tempo que se dedicou a reconstruir o lar que teve no Rio de Janeiro. Ela veio para o Rio Grande do Sul há cinco anos, os dois primeiros ficou em Rio Grande, acompanhando o marido que veio à procura de trabalho no Polo Naval. “Hoje ele trabalha em São José do Norte”, relatou.
Com o Ensino Superior incompleto, a carioca fazia Enfermagem e pretende retomar a faculdade, especialmente se conquistar a vaga.


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados