Opinião de Sérgio Cabral

A volta do líder

Leandro Leite retorna ao time e recupera posição importante na equipe; capitão deve ser exemplo para outros experientes jogadores

07 de Agosto de 2017 - 10h01 Corrigir A + A -

Por: Sérgio Cabral
cabral@diariopopular.com.br 

Antes de Rogério Zimmermann sair do Brasil, deixou algumas situações que todos conhecem - positivas, vitoriosas, de acordo com a identidade do clube. As negativas o deixaram afastado do Xavante e acabaram, ao natural, com a sua segunda passagem pela Baixada. Nenhuma novidade até aqui, mas quero destacar algo de relevância que ocorreu no período e que marcou muito a mística e a cara do time pegador e sanguíneo, características que sempre tiveram destaque nos grupos de futebol do Bento Freitas.

O capitão Leandro Leite, enquanto em forma, com velocidade, com inteligência e querendo, foi um dos melhores volantes do Gauchão, da Série D, da Série C e da Série B - do ano passado. Concordo que teve um tempo de desgastes e não rendeu o esperado - o que é normal em qualquer grupo ou clube. Mas o líder não pode perder a identidade, a referência, em qualquer setor da vida ou profissão. Abre espaço para o azar, para novos candidatos e perde a condição que possuía, o que é ruim e negativo para a sua carreira. Ninguém perde o potencial de uma hora para outra sem fortes motivos. Cabe aos envolvidos e comandantes na recuperação dar o apoio necessário para esse ou aquele jogador mudar o foco e o rumo - se não quiser, vaza.

Mudanças de Clemer
No último jogo em Criciúma, já no grupo comandado por Clemer, a experiência e a bagagem falaram mais alto e até o toque de bola mudou. O bastidor entrou em ação e Leandro Leite voltou ao time e saiu o Wagner - com Itaqui na sua função de meia. Com Leandro voltaram a vontade e a garra, a malícia, a marcação rígida, a força do querer e o apoio para proteger a zaga e os alas. Ninguém esquece, nem o líder, nem o capitão poderia esquecer. Com tantos jogos e tantas conquistas, em um setor que Leite já conhece pelo atalho, não poderia e não deverá perder o que ele sempre soube fazer enquanto líder - dentro e fora do campo. Que os exemplos positivos sirvam de lição para todos os demais que perderam o foco e o sentido - que trocam o dia pela noite, o campo pela música e os repositores pelo álcool. Que retornem os demais líderes e que o segundo turno seja marcado pela convicção do querer, mesmo em jogos complicados e adversários difíceis, parelhos, como sempre se apresentou a Série B.


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