Tragédia

Polícia desclassifica suicídio no caso do menino Alexandre

Vítima era irmão da menina Kemily, morta por uma bala perdida no pátio da residência em que morava com a família

09 de Agosto de 2017 - 09h27 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

Alexandre morreu com um disparo na cabeça. (Foto: reprodução Facebook)

Alexandre morreu com um disparo na cabeça. (Foto: reprodução Facebook)

A Delegacia de Homicídios e Desaparecidos (DHD) desclassificou a morte do menino Alexandre Rosa Farias, sete anos, como suicídio. A criança morreu na noite do último domingo (6) com um disparo de arma de fogo. Familiares contaram à polícia que Alexandre fazia companhia para um tio - adolescente de 13 - que manuseava uma arma longa, calibre .28, na casa de um outro tio, localizada nos fundos da nova residência da família, no loteamento Getúlio Vargas, na Zona Norte de Pelotas. Conforme relato da família no registro de ocorrência, o adolescente teria se afastado quando a criança pegou a arma e efetuou um disparo contra si.

De acordo com a Polícia Civil o caso foi classificado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Em depoimento aos agentes da Especializada, o adolescente contou que fez um disparo acidental contra o sobrinho, uma vez que tentou retirar a arma das mãos da criança. O inquérito deve ser remetido ao juizado especial na próxima semana. O dono da arma que consta como furtada deve ser responsabilizado.

Alexandre é irmão da menina Kemily, vítima de bala perdida no dia 24 de julho, no pátio da residência em que morava com a família no loteamento Barão de Mauá. Em duas semanas, Tauana Rosa Farias e Anderson Souza perderam dois de seus seis filhos.


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