Oportunidade

Samba de pai para filho

Com 74 anos de uma bem-sucedida trajetória, Demônios da Garoa apresenta canções célebres da MPB neste domingo em Pelotas

11 de Agosto de 2017 - 12h15 Corrigir A + A -

Por: Ana Cláudia Dias
anacl@diariopopular.com.br 

Ao centro, Ricardinho é a terceira geração do conjunto no vocal (Foto: Divulgação - DP)

Ao centro, Ricardinho é a terceira geração do conjunto no vocal (Foto: Divulgação - DP)

Vocais afinadíssimos, descontração e personalidade ao interpretar novos e antigos sucessos da MPB marcam as apresentações do Demônios da Garoa. Com uma trajetória de 74 anos ininterruptos, o quinteto paulistano traz a Pelotas a turnê em que celebra o trabalho bem-sucedido. O show ocorre neste domingo, às 20h30min, no Theatro Guarany.

A história do grupo começa na década de 1940, quando ainda se chamava Grupo do Luar, formado por Arnaldo Rosa, pai e avô de dois dos integrantes, respectivamente Sérgio Rosa, no afoxé, e Ricardo Casimiro Rosa, o Ricardinho, no pandeiro. Mas foi só em 1943, depois de ganhar um contrato com a rádio Bandeirantes é que surgiu o nome Demônios da Garoa, fruto da criatividade de um ouvinte, que participou de concurso para rebatizar o conjunto.

Na década de 1950 o grupo encontrou o compositor Adoniran Barbosa. A parceria rendeu célebres sambas como Trem das onze - eleito em 2000 como a canção símbolo da cidade de São Paulo -, Saudosa maloca, O samba do Arnesto e Tiro ao Álvaro, entre outros, que abriram definitivamente espaço para o conjunto vocal escrever seu nome na história da Música Popular Brasileira (MPB).

Gratidão
Ter ajudado a manter a tradição do samba paulistano é um orgulho para Sérgio Rosa, que juntamente com Roberto Barbosa, o Canhotinho (cavaquinho), são os mais antigos. “Eu estou no grupo há 36 anos e o Canhotinho há uns 50”, contou em entrevista por telefone ao Diário Popular. O conjunto se completa com Izael Caldeira (timba) e Dedé Paraizo (violão sete cordas).

Sobre como manter um conjunto vocal por tantos anos, Sérgio Rosa diz que o segredo é fazer com amor. “Para fazer essa magia que existe dentro da música a gente tem que transmitir o que sente. Quando se faz o que gosta, se ultrapassam barreiras e fronteiras e a gente se sente gratificado”, diz.

Sobre o futuro, Sérgio Rosa antecipa que no ano que vem, quando o grupo completa 75 anos, deve sair um DVD comemorativo a essa longa estrada. O músico lembra que em 1994 o Demônios da Garoa entrou para a edição brasileira do Guiness Book, como o grupo vocal mais antigo em atividade no país. O desejo agora é entrar para o Guiness mundial.

Além de Ricardinho, Sérgio Rosa tem outro filho, Sérgio Rosa Júnior, que atua na banda de apoio. Com a herança musical, de pai para filho, o vocalista sonha agora que uma quarta geração, com os netos, venha por aí e dê sequência ao trabalho de sucesso. “O Demônios da Garoa vai chegar a 100 anos ininterruptos”, diz.

Interativo
No show deste domingo, Dia dos Pais, o grupo vocal promete toda a animação de sempre. “É um show muito interativo”, comenta o vocalista.

No repertório estarão clássicos do grupo e composições da MPB, além de algumas homenagens, como aos cantores Wando e Jair Rodrigues. “Nesta turnê estamos até cantando rock, uma homenagem a Herbert Viana, nosso grande amigo”, diz o músico.

O quê: show do Demônios da Garoa

Quando
: domingo, às 20h30min

Onde
: Theatro Guarany, rua Lobo da Costa, 810

Ingresso
: Ótica Lume e Multisom

Plateia solidária:
R$ 60,00 (com um quilo de alimento entregue no dia do show)
Bilheteria do teatro estará aberta domingo a partir das 10h

Venda on-line:
Blueticket

Informações: (53) 99112-6674


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