Parada

Paralisação em linha da CMPC Celulose não deve afetar Pelotas

Operadora da empresa, no Porto pelotense, explica que o conserto ocorre em planta diferente da que a região entrega o produto

11 de Agosto de 2017 - 10h08 Corrigir A + A -
Na avaliação da unidade em Guaíba, a produção irá cair pela metade até novembro  (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Na avaliação da unidade em Guaíba, a produção irá cair pela metade até novembro (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Por: Cíntia Piegas e Leon Sanguiné
web@diariopopular.com.br 

Atualizada às 19h02min.

Um comunicado da empresa CMPC Celulose Riograndense pegou de surpresa operários da planta Guaíba 2 sexta-feira. A manutenção de uma caldeira de recuperação vai manter a unidade parada até novembro. Entretanto, segundo a Sagres, operadora contratada pela empresa para o trabalho de plantação, colheita e transporte de toras em Pelotas, os reflexos não atingirão a região, que recebe através da atividade retorno financeiro mensal de R$ 4 milhões, entre impostos e empregos.

No comunicado de sexta-feira, a matriz justifica a medida pela necessidade de manutenção na caldeira recuperadora, a qual apresentou problemas em fevereiro deste ano, quando os serviços foram paralisados por 38 dias. Na sequência foi definida a data dos reparos para julho, sendo agora realizada.

Ainda segundo a CMPC, a unidade de Guaíba 2 deve retomar as operações em 11 de novembro. A interrupção significará uma perda na produção de aproximadamente 400 mil toneladas de celulose. A indústria estima ainda um prejuízo de US$ 200 milhões. Só em vendas, a Celulose Riograndense estima perder US$ 140 milhões. Os demais US$ 60 milhões são referentes à recuperação da caldeira. A direção informa que os gastos previstos são cobertos pelo seguro.

Avaliação
Em entrevista à Rádio Gaúcha, o diretor-presidente da planta Guaíba, Walter Lídio Nunes, garantiu que a paralisação não vai afetar os contratos com fornecedores e trabalhadores. "Haverá um remanejamento das atividades operacionais. Os contratos serão mantidos, porque são de longo prazo", disse ele ao programa.

O gerente de projetos da Sagres, Bruno Carvalho, reafirmou a posição ao Diário Popular. "A madeira de Pelotas representa 20% do que a fábrica precisa. Não haverá impacto algum na região, porque fazemos parte da planta 1, e não da 2, que será paralisada para a manutenção da caldeira", explicou, rechaçando qualquer possibilidade de, por conta do problema, as atividades na região serem estagnadas. "Não existe essa possibilidade. Os contratos são todos de longo prazo", afirmou.


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