Eleições

Mateus Bandeira disputa o governo do Estado

No currículo, a presidência do Banrisul e da empresa de consultoria Falconi

09 de Setembro de 2017 - 17h01 Corrigir A + A -
Partido quer continuar plano de privatizações de estatais. (Foto: Paulo Rossi - DP)

Partido quer continuar plano de privatizações de estatais. (Foto: Paulo Rossi - DP)

Pelotas já tem um representante confirmado para disputar o governo do Estado em 2018: Mateus Bandeira, do Partido Novo.

Formado em Informática pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel), o pré-candidato possui MBA na Universidade da Pensilvânia. No currículo estão experiências como secretário de Planejamento e Gestão, diretor-presidente do Banrisul, atuou seis anos como presidente da empresa de consultoria Falconi e atualmente integra o conselho de administração do banco Pan. Mateus se lança disposto a diminuir o tamanho do Estado com um “grande programa de privatizações”, incluindo o Banrisul, a CEEE e a Corsan. Mateus é o primeiro da história da sigla a se lançar ao Palácio Piratini.

Em agenda pelo Estado, o pré-candidato pretende visitar os 30 maiores núcleos habitacionais. “Estivemos em Caxias recentemente num jantar com 150 pessoas, pretendemos ainda passar por Lajeado, Santa Cruz do Sul, Passo Fundo, Santa Maria e outras - vamos aproveitar este semestre pra ganhar visibilidade”, planeja o candidato. Entre os projetos para o Rio Grande do Sul, está o de levar adiante e intensificar o programa de privatizações proposto por José Ivo Sartori (PMDB). Bandeira se manifesta favorável quanto à privatização do Banrisul, empresa que presidiu durante 11 meses durante o governo Yeda Crusius (PSDB), e outras estatais como CRM e Sulgás. “O rendimento da privatização renderia um colchão, enquanto os outros ajustes são implementados e comecem a dar resultados”, opina.

A legenda também deve lançar candidatos ao governo de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

Diário Popular - Como encara assumir o Estado nas atuais condições que está enfrentando?
Mateus Bandeira - Encaro como transformar a crise em algo melhor. Vemos como possibilidade de mostrar a proposta do Novo, que é construir um Estado menor, focado naquilo que é a sua razão de ser. Deixar de atuar em outras áreas. Um Estado é essencialmente cartorial, isso também dificulta a livre iniciativa. A gente precisa mudar isso. A gente vai chegar em 2018, e, se tudo der certo, se a gente ingressar no regime de recuperação fiscal, se a economia estiver voltando à normalidade e a receita reagindo, na melhor das hipóteses teremos um déficit R$ 2 bilhões. Isso se a Assembleia votar a renovação destas alíquotas no patamar que estão. É um desafio enorme. O Estado precisa levar adiante um grande programa de privatizações. Sem isso não poderá ingressar no regime de recuperação fiscal, que é uma exigência do Ministério da Fazenda. Imagina a segurança pública sem salários. Tem que promover uma mudança profunda nas regras que hoje determinam o crescimento de despesa, regras de previdência, rever o tamanho do Estado e os outros poderes. Não tem mais recurso pra manter os benefícios para os outros poderes.

Diário Popular - O servidor público estadual recebeu R$ 350,00, na semana passada, como parcela do salário. Como trabalhar com esta situação?
Mateus Bandeira - Só existe uma forma de resolver um problema. Pra construir uma solução, a gente tem que entender a causa e a raiz do problema. Qual é o problema da falência do Estado? É o tamanho do Estado, o tamanho da despesa pública. A gente vai precisar enxugar este Estado. Terá solução pra pagar todo mundo da noite pro dia? A não ser que tenha uma mágica. Ninguém quer pagar mais imposto. É uma equação, tem receita e despesa. Pra equilibrar só tem uma solução, ou diminui a despesa e aumenta receita, ou uma combinação das duas coisas. Ninguém vai fazer um investimento aqui se o Estado não tiver condições de prestar segurança pública, por exemplo.


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