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Polícia Federal conclui inquérito sobre chamado "Quadrilhão" do PMDB

De acordo com o Estado de São Paulo, Temer teria recebido R$ 31, 5 milhões em vantagens

12 de Setembro de 2017 - 12h10 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Por meio de nota oficial, o presidente reagiu à conclusão que chegou o relatório da PF. (Foto: Fotos Públicas)

Por meio de nota oficial, o presidente reagiu à conclusão que chegou o relatório da PF. (Foto: Fotos Públicas)

A Polícia Federal concluiu na segunda-feira (11), o inquérito instaurado para apurar crimes supostamente praticados pelo grupo do PMDB da Câmara, onde ficou comprovado indícios da prática do crime de organização criminosa. Segundo jornal Estado de São Paulo, o presidente Michel Temer teria recebido R$ 31,5 milhões em vantagens por participar do chamado "quadrilhão" do PMDB.

Integrantes da cúpula do partido mantinham supostamente uma estrutura organizacional com o objetivo de obter, direta e indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública direta e indireta, como por exemplo a Petrobras. Ainda segundo a reportagem, Temer possuía o poder de decisão do partido na Câmara para indicar pessoas a cargos estratégicos e também fazer articulações com empresários.

De acordo com a nota divulgada pela PF, o grupo agia através de infrações penais, tais como: corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação, evasão de divisas, entre outros crimes cujas penas máximas são superiores a quatro anos. A investigação chegou a nomes, ainda segundo o Estadão, com o do presidente, os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves; o ex-ministro Geddel Vieira e os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha. O inquérito 4327 será enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e deve ser a base de nova denúncia de Janot contra o presidente Temer.

Repercussão
A presidência reagiu à conclusão que chegou o relatório da PF e divulgou uma nota oficial em que diz: "...Garantias individuais estão sendo violentadas, diuturnamente, sem que haja a mínima reação. Chega-se ao ponto de se tentar condenar pessoas sem sequer ouvi-las. Portanto, sem se concluir investigação, sem se apurar a verdade, sem verificar a existência de provas reais. E, quando há testemunhos, ignora-se toda a coerência de fatos e das histórias narradas por criminosos renitentes e persistentes. Facínoras roubam do país a verdade. Bandidos constroem versões "por ouvir dizer" a lhes assegurar a impunidade ou alcançar um perdão, mesmo que parcial, por seus inúmeros crimes. Reputações são destroçadas em conversas embebidas em ações clandestinas..."


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