Justiça

Homens acusados da morte de jovens em 2011 após disputa de racha são condenados

Réus conduziam os veículos que colidiram no prolongamento da Bento Gonçalves e causaram a morte de dois motociclistas; penas foram substituídas por serviços comunitários e pagamento de salários mínimos

12 de Setembro de 2017 - 14h38 Corrigir A + A -
Acidente acabou em explosão na pista do prolongamento da avenida Bento Gonçalves no sentido Rodoviária-Centro (Foto: Reprodução/Youtube)

Acidente acabou em explosão na pista do prolongamento da avenida Bento Gonçalves no sentido Rodoviária-Centro (Foto: Reprodução/Youtube)

Julgamento começou na manhã desta terça-feira e a sentença foi concluída no fim da tarde (Foto: Carlos Queiroz)

Julgamento começou na manhã desta terça-feira e a sentença foi concluída no fim da tarde (Foto: Carlos Queiroz)

Atualizada às 18h40min.

Foram condenados no fim da tarde desta terça-feira (12) os acusados da morte de dois jovens em um acidente de trânsito que aconteceu em 2011, no prolongamento da avenida Bento Gonçalves, em Pelotas.

A tragédia envolveu dois carros e duas motocicletas. De acordo com o proceso no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, Ibrahim Elias Silva Haddad e Gederson da Rocha Zaneti estavam praticando um racha - uma disputa ilícita em alta velocidade na via pública. Após colisão lateral, o Kadett conduzido por Ibrahim invadiu a pista contrária e atingiu duas motocicletas que trafegavam em direção ao Terminal Rodoviário. A pancada causou uma explosão e a morte dos dois condutores das motos.

Rosalvo Madruga da Silva Júnior, de 15 anos, morreu na hora. Danilo Amaral Silva, de 19, foi internado no Hospital Universitário São Francisco de Paula com 80% do corpo queimado e, quatro dias depois, não resistiu aos ferimentos. Ainda de acordo com o processo, testemunhas apontaram que os motociclistas também estavam disputando um racha.

Os réus foram condenados por homicídio culposo no trânsito. Ibrahim a dois anos e quatro meses e a pena foi substituída pelo mesmo período de prestação de serviço comunitário mais o pagamento de cinco salários mínimos às famílias das vítimas. O mesmo aconteceu na sentença de Gederson. Condenado a um ano e oito meses, ele teve a pena substituída por serviços comunitários e terá que pagar quatro salários mínimos às famílias.

A sentença aponta ainda que Ibrahim e Gederson terão a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por dois anos, pena esta já cumprida, uma vez que o crime aconteceu há seis anos.


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