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Fim das escolas de lata está mais próximo

Prefeitura lança licitação para ampliar as escolas Piratinino de Almeida e Mário Meneghetti

13 de Setembro de 2017 - 08h50 Corrigir A + A -

Por: Tânia Cabistany
taniac@diariopopular.com.br 

Solução

Solução "temporária" já dura desde 2014 (Foto: Jô Folha - DP)

A prefeitura vai licitar em outubro a ampliação das escolas de Educação Infantil Piratinino de Almeida, no Areal, e Mário Meneghetti, no Pestano. Isso significa que ao fim das obras devem acabar as escolas de lata, ou seja, as salas de aula em contêineres existentes há três anos e que só restaram em ambas instituições de ensino. O investimento será de R$ 2,5 milhões.

A animação da diretora da Escola Piratinino de Almeida, Cristina Torres dos Santos, é muito grande. A obra significa a realização de um sonho, que ela pretende ver sendo realizado. Pelo menos o começo. Fica no cargo até fevereiro de 2018 e diz que gostaria de ver, ainda que só os tijolos do alicerce. "Sonho com essa essa obra", frisa, ao se referir ao fim das salas de lata e à unificação dos prédios.

A Piratinino de Almeida tem o prédio sede e do outro lado da rua uma extensão da escola. Na ampliação está prevista a construção de oito novas salas em área disponível nos fundos, o que permitirá reunir todos os espaços em uma única área física. Também está prevista a construção de mais banheiros, pois há um masculino com apenas um vaso sanitário e um feminino com cinco. Um laboratório de ciências completa o projeto.

"Lá no outro prédio é muito quente e já teve um princípio de incêndio e aqui, nas salas de lata, o barulho é muito grande", fala. São 200 alunos que passarão a ficar melhor acomodados a partir da reforma. A abertura das propostas para essa obra será em 19 de outubro. Já para a Mário Meneghetti, por ser uma obra menor, vai se tratar de tomada de preços, marcada para o dia 3 de outubro. Após a contratação, a empresa (ou as, no caso de ser mais de uma) terá dez dias para iniciar os trabalhos.

Cronograma
Segundo informações da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), as obras serão as seguintes:

Piratinino de Almeida
Prazo - Nove meses
Construção - Oito salas de aula, banheiros, laboratório de Ciências e uma passarela para interligar os novos espaços com o prédio existente
Valor - R$ 1,8 milhão
950 alunos - 80 estudam nas duas salas de contêineres, em turnos alternados, e 120 no prédio separado

Mário Meneghetti
Prazo - Entre quatro e cinco meses
Construção - Cinco salas de aula e banheiros
Valor - R$ 700 mil
1.018 alunos - 150 estudam nas três salas de contêineres, em turnos alternados

Relembre
Em fevereiro de 2014 foram distribuídos contêineres entre as escolas Deogar Soares, Mário Meneghetti, Jacob Brod, Piratinino de Almeida, Osvaldo Cruz, Antônio Ronan e Santa Terezinha, como solução temporária até a construção de 40 salas, que ocorreria em um prazo de seis meses.

Na Piratinino de Almeida e Mário Meneguetti não apareceram interessados na última licitação.

Até o início de agosto de 2016 o contrato com a Modular Containers foi sendo renovado. A empresa entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação (Smed), que não manifestou interesse em continuar utilizando o serviço. Pais, alunos e professores ficaram indignados.

Houve pressão popular e um novo contrato emergencial foi firmado.

Em 9 de setembro a prefeitura tornou os contêineres utilidade pública e declarou interesse em adquiri-los para uso exclusivo da Smed.

Em abril deste ano começou a tramitar na Smed o projeto para substituição das estruturas metálicas por 13 salas de aula.


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