Lava-Jato

Operação da PF prende Carlos Arthur Nuzman e Leonardo Gryner

Prisão temporária aconteceu nesta quinta-feira no Rio de Janeiro em cumprimento de mandato da Operação Unfair Play; Dupla será indiciada por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa

05 de Outubro de 2017 - 11h50 Corrigir A + A -

Agência Brasil

Carlos Arthur Nuzman (COB) foi conduzido nesta quinta-feira pela Polícia Federal  (Foto: Fotos Públicas)

Carlos Arthur Nuzman (COB) foi conduzido nesta quinta-feira pela Polícia Federal (Foto: Fotos Públicas)

Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e Leonardo Gryner, diretor-geral do Comitê Organizador Rio 2016 foram presos temporariamente nesta quinta-feira pela Polícia Federal. Ambos são suspeitos de envolvimento em um esquema de compra de votos no Comitê Olímpico Internacional para a escolha dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Eles serão indiciados por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Nuzman estava em casa, no Alto Leblon, zona sul do Rio de Janeiro. O Ministério Público Federal (MPF) acredita que a prisão será importante para impedir que a dupla continue atuando criminosamente, já que tiveram patrimônio bloqueado. Também foram cumpridos mandatos de busca e apreensão nas casas e empresas de Nuzman e Gryner.

De acordo com o MPF, nos últimos 10 dos 22 anos de presidência do Comitê Nuzman ampliou seu patrimônio em 457%, sem indicação clara de seus rendimentos. Outra suspeita é de que Nuzman tenha ocultado parte de suas contas na Suíça. O caso é mais um desdobramento da Operação Unfair Play da Lava Jato.

Segundo o MPF, documentos e provas revelam que uma organização criminosa comandada pelo ex-governador Sérgio Cabral comprou o voto do presidente da Federação Internacional de Atletismo, o senegalês Lamine Diack, pelo valor de US$ 2 milhões. O pagamento veio da empresa Matlock Capital Group, do empresário Arthur Soares, conhecido como "Rei Arthur", que teria repassado a propina que pagaria a Sérgio Cabral diretamente para o senegalês, em troca dos votos pela escolha da cidade-sede das Olimpíadas de 2016.

Nuzman e Gryner foram, segundo o MPF, figuras centrais no esquema, atuando como agentes responsáveis por unir as partes interessadas e fazer contatos para organizar o mecanismo do repasse de propinas de Sérgio Cabral diretamente a integrantes africanos do COI.


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