Automobilismo

A evolução de Robe

Pelotense cresceu na temporada e está perto do título do Brasileiro de Turismo; nos dias 18 e 19 de novembro, ele corre em Goiânia

09 de Outubro de 2017 - 08h51 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Em Cascavel, Gabriel venceu as duas etapas (Foto: Divulgação - DP)

Em Cascavel, Gabriel venceu as duas etapas (Foto: Divulgação - DP)

Gabriel Robe começou 2017 animado por conta da temporada anterior no Brasileiro de Turismo. Havia acabado de ser vice-campeão e mirava o título do campeonato em vigor. A expectativa de todos era grande. Surpreendentemente, porém, o piloto da Motortech by Viemar iniciou o ano em baixa. Foi preciso, então, paciência para que o pelotense ingressasse no posto em que se encontra atualmente: o primeiro lugar da categoria.

A maré de azar de Robe coincidiu com o início do Brasileiro de Turismo, no dia 1º de abril, em Goiânia. De lá, o objetivo era obter um bom número de pontos. No entanto, apenas cinco foram trazidos pelo carro número 35 na bagagem. A razão para o fraco desempenho foram os problemas mecânicos. “Aquilo preocupou porque nos forçou a correr atrás da máquina”, diz Robe.

A virada, assim, foi projetada para a etapa de Santa Cruz. Em solo gaúcho, a expectativa era de que a diferença para Gaetano Di Mauro, que havia somado 33 pontos em Goiânia, fosse reduzida. Mas não foi possível. Uma quebra ainda no treino livre acabou resultando em avarias nos pneus para o restante do campeonato e na falta de combustível durante a segunda prova. Resultado: um retorno para casa novamente decepcionante.

“Depois dessas quatro corridas, bem abaixo do esperado, senti necessidade de uma reunião com a equipe para motivá-la. Porque, para mim, o automobilismo é um esporte coletivo, pois em cada intervalo de corrida o pessoal faz um trabalho brilhante em cima do meu carro para que ele não tenha nenhum problema. Trabalham muito, sou muito grato. Então decidi me reunir com eles para dizer que o que estava passando não era nossa realidade e que algo bom estava reservado para nós”, explica o piloto, que parecia prever o que estava por acontecer.

Em Cascavel, Robe lavou a alma. Dos 40 pontos possíveis, conquistou todos, justificando definitivamente por que, aos 20 anos, é um dos pilotos mais promissores do país. “Lá, de seis corridas, tenho quatro vitórias e duas poles. É uma pista especial, que guardo com muito carinho. Foi o divisor de águas. Estávamos em oitavo e demos um pulo para os primeiros lugares. Lá foi a etapa para entrarmos para a briga do campeonato”, comenta.

Confiante, Robe passou a fazer um campeonato sólido. De Cascavel até Londrina, palco da última etapa, o piloto passou a somar uma média de 27,5 pontos e, assim, chegou à liderança do Brasileiro de Turismo. Restando apenas três corridas - duas em Goiânia e uma, com pontuação dobrada, em Interlagos -, Robe projeta: “Essa vantagem de 24 pontos para o Gaetano (segundo colocado) é boa, tendo em vista que faltam apenas três corridas, mas não é uma grande vantagem já que ainda temos 80 pontos em jogo. Têm uns seis pilotos com chance de título, muito por acontecer. Por isso, vou seguir correndo como se a vantagem não existisse”, diz. Gabriel Robe defenderá a vantagem novamente no Brasileiro de Turismo nos dias 18 e 19 de novembro, no Autódromo de Goiânia. A etapa de Interlagos, que define o campeão, será realizada no dia 10 de dezembro.


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