Parados

Agentes da Polícia Civil iniciam greve

A Central de Atendimento em Rio Grande também aderiu o movimento

09 de Outubro de 2017 - 09h45 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

População foi informada do protesto por cartazes: na DPPA de Pelotas, para registrar casos sem gravidade, a pessoa é orientada a buscar os serviços on-line (Foto: Ugeirm)

População foi informada do protesto por cartazes: na DPPA de Pelotas, para registrar casos sem gravidade, a pessoa é orientada a buscar os serviços on-line (Foto: Ugeirm)

Atualizada às 12h06min
Agentes da Polícia Civil iniciaram a semana em greve por conta da falta de pagamento e parcelamento dos salários por parte do governo do Estado. De acordo com o Sindicato dos Inspetores, Escrivães e Investigadores da Polícia Civil (Ugeirm) a adesão ao movimento em Pelotas é de 100%. As delegaciais distritais e Especializadas de Pelotas estão fechadas. Pela Região, as DPs de Canguçu, São Lourenço do Sul, Morro Redondo, Pedro Osório e a Central de Atendimento em Rio Grande também aderiram ao movimento. 
Quem procurou a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) na manhã desta segunda-feira (9) para registrar casos sem gravidade foi orientado a buscar os serviços on-line. É o caso do estudante André Farias, 22. Ele procurou a DPPA para comunicar perda de documento mas, sem saber da greve dos servidores, foi informado de que a situação poderia ser realizada via web. "Eu não estava sabendo da greve mas apoio o movimento", disse.
O Sindicato afirma que a greve está tomando ainda mais força porque não é uma invenção sindical e sim a mobilização de toda a categoria. "Não podemos tolerar os abusos feitos por um governo que não se preocupa com a segurança nem com os seus servidores", disse o presidente da Ugeirm, Isaac Ortiz.
 A previsão do sindicato é de que o movimento paredista se estenda até do dia 17 - data da integralização dos salários -. Na próxima quarta-feira haverá uma nova assembleia entre servidores da categoria para discutir o andamento da greve.  
Orientações
►O Movimento Grevista manterá os atendimentos de urgência e emergência no período que durar a greve, o que representa a manutenção 30% de cada órgao da PC, quando houver a necessidade de atuação pela emergência e urgência. O objetivo é garantir a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da Comunidade. 

►A determinação é para que não haja circulação de viaturas, de modo que todas devem permanecer no órgão a que pertencem enquanto durar o movimento grevista; 

►Não haverá cumprimento de MBAs, mandados de prisão, operações e ações policiais, serviço cartório, entrega de intimações, oitivas, remessas de Inquéritos Policiais ao Poder Judiciário e demais procedimentos de polícia judiciária;

►As DPPAs e Plantões somente atenderão os flagrantes e casos de maior gravidade, tais como: latrocínios, homicídios, estupros, ocorrências envolvendo crianças, adolescentes e idosos e Lei Maria da Penha, além daquelas ocorrências em que o Comando de Greve ou o plantonista julgar imprescindível a intervenção imediata da Polícia Civil;


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