Tristeza

Bebê recém-nascido é encontrado morto em lixeira na avenida Domingos de Almeida

Corpo da criança foi localizado por funcionários da empresa que realiza a coleta de lixo em Pelotas; uma equipe do Samu ainda foi acionada, mas constatou o óbito

10 de Outubro de 2017 - 01h24 Corrigir A + A -
Brigada Militar e Samu estiveram presentes no local, na avenida Domingos de Almeida, quase na esquina com a avenida São Francisco de Paula (Foto: Matheus Oliveira - Especial DP)

Brigada Militar e Samu estiveram presentes no local, na avenida Domingos de Almeida, quase na esquina com a avenida São Francisco de Paula (Foto: Matheus Oliveira - Especial DP)

Funcionários da empresa responsável pela coleta de lixo da cidade encontraram na noite desta segunda-feira (9) o corpo de um bebê dentro de um tonel na avenida Domingos de Almeida, no bairro Areal, em Pelotas. O caso foi registrado como homicídio doloso na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA).

De acordo com o registro policial, o caminhão da empresa estava operando na região do Areal. Sete tonéis de lixo estavam dispostos em frente ao Clube de Subtenentes e Sargentos, próximo ao Museu da Baronesa, quase na esquina com a avenida São Francisco de Paula, região movimentada do bairro. Após a coleta, a caçamba ficou cheia e foi dado o comando para ser feita a prensa do material. Antes disso, no entanto, um dos coletores percebeu o corpo da criança dentro de uma sacola laranja. O trabalho foi interrompido e a Brigada Militar chamada ao local.

A polícia constatou se tratar de um bebê recém-nascido, inclusive ainda com o cordão umbilical. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência chegou a ser acionada, mas já não havia nada a ser feito. O corpo da menina foi recolhido pela Perícia.

A presença da polícia chamou a atenção de quem passava pela avenida. O abandono do bebê, no entanto, não foi percebido. O jovem Matheus Oliveira, que trabalha em um estabelecimento próximo, diz não ter visto nenhuma movimentação suspeita na avenida. "Só vimos que algo havia acontecido por causa das várias sirenes. Pensamos que fosse um acidente e que algum dos trabalhadores do caminhão tinha sido esmagado. Só depois ficamos sabendo o que houve", conta.

"Eu nem imagino o que o rapaz que achou a menina passou na hora. Nós encontramos muitas coisas nas lixeiras, as pessoas não têm cuidado com o que estão descartando. Muitas vezes nos machucamos com vidro e outros materiais. Mas esse caso foi absurdo. Eu acho que teria ficado em estado de choque", relata Tainã Farias, que também trabalha na empresa de coleta.

É possível que estabelecimentos próximos tenham câmeras de segurança que ajudem a chegar aos responsáveis pelo abandono e morte do bebê. A Delegacia de Homicídios e Desaparecidos (DHD) investiga o caso.

Reincidência que assusta
Este é o terceiro caso de abandono de bebês em lixeiras em Pelotas neste ano. Todos aconteceram em um intervalo de menos de dois meses e apenas um ainda estava com vida.

O primeiro foi no dia 14 de agosto, quando um morador de rua encontrou um menino enrolado em cobertores dentro de um contêiner na esquina das ruas Marcílio Dias e Lobo da Costa. Mais tarde, no dia 18 de setembro, uma menina foi encontrada com vida ao lado dentro de um saco plástico ao lado de uma lixeira na rua Doutor Cassiano, no centro da cidade. Moradores foram alertados pelo choro da recém-nascida. Ela foi encaminhada ao Pronto-Socorro de Pelotas (PSP) e internada por precaução, mas estava bem de saúde e sobreviveu.


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados