Até a integralização dos salários

Mantida greve dos agentes da Polícia Civil

Decisão foi tomada na tarde desta quarta-feira em assembleia geral

11 de Outubro de 2017 - 15h48 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

Decisão foi tomada na tarde desta quarta-feira (10), durante assembleia na Ugeirm  (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Decisão foi tomada na tarde desta quarta-feira (10), durante assembleia na Ugeirm (Foto: Carlos Queiroz - DP)

O Sindicato dos Inspetores, Escrivães e Investigadores da Polícia Civil (Ugeirm) decidiu, em assembleia geral realizada no início da tarde desta quarta-feira (11), que vai ser mantida a greve da categoria até a integralização dos salários da Polícia Civil, previsto para o próximo dia 17. A decisão de manter a greve devido ao não pagamento e parcelamento dos salários por parte do governo do Estado se deu por votação da maioria.

Os agentes iniciaram o movimento paredista na última segunda-feira (9) com 100% de adesão em Pelotas. Servidores das delegacias que fazem parte da 18ª Região Policial como São Lourenço do Sul, Piratini, Capão do Leão, Morro Redondo, Pedro Osório e Canguçu também estão unidos aos colegas contra as medidas do governador José Ivo Sartori (PMDB) em não pagar e parcelar os salários do funcionalismo.

Apenas 30% do efetivo está atuando e a uma das orientações é de que viaturas não saiam do pátio das delegacias. Ocorrências graves como Maria da Penha, latrocínio, estupro, homicídio e violência à crianças e idosos não deixarão de ser atendidos.

Nos demais casos, a orientação dada pelos sevridores à população é que busque os serviços oferecidos na Delegacia Online onde é possível fazer o registro de ocorrência de 16 fatos e crimes tais como: perda, acidente de trânsito sem feridos, furto, ofensas, maus-tratos contra animais, perturbação, localização, abigeato, roubo, dano, dano causado por fenômeno da natureza, vias de fato, ameaça, desaparecimento de pessoa, localização de pessoa e violação de domicílio.

Orientações
- O Movimento Grevista manterá os atendimentos de urgência e emergência no período que durar a greve, o que representa a manutenção 30% de cada órgao da PC, quando houver a necessidade de atuação pela emergência e urgência. O objetivo é garantir a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.

- Não haverá cumprimento de ordens judiciais, operações e ações policiais, serviço cartório, entrega de intimações, oitivas, remessas de Inquéritos Policiais ao Poder Judiciário e demais procedimentos de polícia judiciária;

- As DPPAs e plantões somente atenderão os flagrantes e casos de maior gravidade, tais como: latrocínios, homicídios, estupros, ocorrências envolvendo crianças, adolescentes e idosos e Lei Maria da Penha, além daquelas ocorrências em que o Comando de Greve ou o plantonista julgar imprescindível a intervenção imediata da Polícia Civil;

 


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