Mudança

Financiamentos mais restritos para os usados

Hoje, a Caixa financia 70% do mercado, mas outros bancos, públicos e privados, começam a buscar espaço, oferecendo condições especiais aos seus clientes

12 de Outubro de 2017 - 18h20 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

O presidente Sérgio Cogoy participou de abaixo-assinado (Foto: Jô Folha - DP)

O presidente Sérgio Cogoy participou de abaixo-assinado (Foto: Jô Folha - DP)

A queda para 50% da cota financiada pela Caixa Econômica Federal na compra de um imóvel usado restringirá os negócios nesta segmento, mas deve ser uma medida temporária, segundo o presidente do Secovi - Sindicato da Habitação em Pelotas, Sérgio Cogoy, que esteve em Brasília nos dias 5 e 6, participando do Encontro Nacional do Mercado Imobiliário, do Consellho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci).

Do evento, resultou abaixo-assinado solicitando o retorno anterior da cota de 70% para os usados - documento repassado à direção da instituição, que afirmou ser o novo percentual momentâneo. Segundo Cogoy, a justificativa para a queda foi a mesma repassada pela Assessoria da Caixa no Estado, através de nota.

“A redução de cota de financiamento não atinge imóveis novos. Essa preferência tem objetivo de manter aquecida a indústria da construção civil do país, responsável por gerar emprego e renda”, diz a nota. De acordo com o presidente do Secovi, hoje, os imóveis novos do Programa Minha Casa, Minha Vida são os que mais movimentam o mercado, já que recebem subsídios do governo, são novos e têm taxas de juros menores.

Nos usados, o comprador precisa dispor de R$ 150 mil de entrada para financiar pela Caixa um imóvel de R$ 300 mil, que está na faixa mais comercilizada, explica Cogoy. Hoje, a Caixa financia 70% do mercado, mas outros bancos, públicos e privados, começam a buscar espaço, oferecendo condições especiais aos seus clientes, diz Cogoy.


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