Polêmica

Continuação ainda incerta das obras do Calçadão

A parada das obras foi tema de reuniões de lojistas com representantes do Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas), da Associação Comercial de Pelotas (ACP) e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL)

13 de Novembro de 2017 - 10h03 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

 Engenheiro, Mauro Guilayn, disse aguardar a vinda dos proprietários da ACR Construtora de Obras, de Curitiba, no Paraná (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Engenheiro, Mauro Guilayn, disse aguardar a vinda dos proprietários da ACR Construtora de Obras, de Curitiba, no Paraná (Foto: Carlos Queiroz - DP)

"O contrato não prevê a parada das obras", alertou o engenheiro responsável pela nova pavimentação do Calçadão da Andrade Neves, Mauro Guilayn. Acompanhando o trabalho que era feito no local na manhã de sábado (11), o engenheiro disse aguardar a vinda dos proprietários da ACR Construtora de Obras, de Curitiba, no Paraná, ainda nesta semana, quando a questão será debatida com representantes da Prefeitura de Pelotas.

"Não temos como parar a obra de uma hora para outra", explicou Guilayn, informando que trabalham no local, neste momento, 19 profissionais - 40% deles vindos de Curitiba. Esta é a única obra da ACR no Rio Grande do Sul, o que dificultará o remanejamento deste quadro de pessoal com o adiamento da continuação do trabalho. "O prazo é de 18 meses, mas sem a parada", completou o engenheiro, que vê a possibilidade, no entanto, de interrupção das obras na terceira quadra do Calçadão, entre as ruas 7 de Setembro e Marechal Floriano, no período que antecederá o Natal.

Na quinta-feira, a Prefeitura de Pelotas liberou a informação de que as obras parariam ao término da colocação das lajotas da quadra entre General Neto e 7 de Setembro, para beneficiar os lojistas durante o melhor período de vendas do ano, que é o dos presentes para o Natal. A retomada das escavações na quadra seguinte ocorreria apenas no começo de 2018.

A parada das obras foi tema de reuniões de lojistas com representantes do Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas), da Associação Comercial de Pelotas (ACP) e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), quando foram quantificadas as quedas nas vendas em razão das obras, que dificultam o fluxo de consumidores no local. Muitos deles apontam até 70% de perdas, após o começo das escavações na primeira quadra, hoje com a pavimentação concluída.


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