Rural

Colônia poderá receber até oito carteiros

Projeto que autoriza o município a contratar operadores de serviços postais está em regime de urgência na Câmara de Vereadores de Pelotas

10 de Janeiro de 2018 - 10h30 Corrigir A + A -
Serviço deve atingir cerca de 22 mil pessoas  (Foto: Infocenter DP)

Serviço deve atingir cerca de 22 mil pessoas (Foto: Infocenter DP)

A prefeitura de Pelotas quer contratar oito operadores de serviços postais para atuarem nas agências da Zona Rural do município. Em projeto de lei enviado à Câmara nesta terça-feira, o Poder Executivo pede a autorização para a contratação, que deve ser avalizada pelo Legislativo. O projeto é resultado de um convênio assinado entre a prefeitura e os Correios em outubro de 2016, e só agora pode apresentar resultados.

Atualmente, os administradores distritais e os funcionários da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) são os responsáveis pelo serviço, que basicamente consiste em receber as entregas na sede para que os interessados possam buscar as suas encomendas - não existe entrega à domicílio na colônia.

Conforme o secretário Jair Seidel (PMDB), como os Correios não têm a prerrogativa de atendimento no interior dos municípios, a prefeitura resolveu assumir o serviço. “Já temos um posto em cada distrito, mas as pessoas precisam ir até o local para receber as correspondências. No momento, o serviço ainda é precário”, manifestou Seidel.

Sobre o fato de o convênio ter sido assinado em 2016 e somente agora a administração buscar contratados, Jair informa que até então a SDR estava tentando adaptar funcionários do quadro para a função, o que não foi possível.

Com os contratos, a prefeitura pretende atender as comunidades do segundo ao oitavo distrito (veja quadro). Além de atender na agência, os operadores também deverão realizar entregas e atuar praticamente como um funcionário dos Correios. Para isso, todos os contratados deverão fazer um curso na empresa.

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Conselho não aprova
O Conselho de Política de Administração e de Remuneração de Pessoal (Coparp), que analisa todas as contratações da prefeitura, não aprovou o projeto. O conselho é formado por três integrantes da Secretaria de Gestão Administrativa e Financeira (Sgaf), dois membros do Sindicato dos Municipários de Pelotas (SIMP), uma representante da Câmara de Vereadores e uma do Sindicato dos Servidores Municipais do Saneamento Básico de Pelotas (Simsapel).

Em reunião realizada no dia 26 de dezembro, Cristiane Padilha, representante da Sgaf, foi a única a votar favoravelmente ao projeto. Os votos contrários são argumentados pela falta de informações tanto da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Procuradoria Geral do Município (PGM), que demorou cerca de quatro meses para responder um e-mail. Firmado em 1º de outubro de 2016, o Coparp recebeu uma cópia do convênio somente no final de julho de 2017.

Segundo o secretário, todas as informações foram repassadas ao conselho.


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