Luto

Morre um dos sobreviventes da tragédia da BR-471

Jonathan Ferreira da Silva, de 21 anos, sofreu uma parada cardíaca e teve a morte cerebral confirmada pela Santa Casa do Rio Grande; cubano Armando Sosa González continua internado e já saiu da UTI

10 de Janeiro de 2018 - 13h52 Corrigir A + A -

O sobrevivente brasileiro da tragédia que deixou sete pessoas mortas na BR-471, em Santa Vitória do Palmar, no primeiro dia de 2018 teve a morte confirmada na noite desta terça-feira, em Rio Grande. De acordo com a assessoria de comunicação da Santa Casa, Jonathan Ferreira da Silva, de 21 anos, teve uma parada cardíaca e morte cerebral.

Jonathan e o cubano Armando Sosa González, de 24 anos, foram os únicos sobreviventes do acidente. Eles foram encaminhados à Santa Casa de Santa Vitória do Palmar e transferidos para Rio Grande ainda na noite do dia 1º. No hospital, o brasileiro passou por cirurgia, mas continuou em estado gravíssimo, em coma e respirando com a ajuda de aparelhos até não resistir. Sosa segue estável. Deixou a UTI e aguarda cirurgia.

Oito mortos
Além de Jonathan Ferreira da Silva, todos os ocupantes do carro de passeio, um Fiesta, morreram. As vítimas são Maria Elena Martins, 68, Janete Martins Lima, 43 anos e Celis Maria de Oliveira Grill, 51. Os cubanos, que saíram de Porto Alegre, foram identificados como Niurka García Roque, Reynaldo Delgado Díaz e Osmani Hidalgo Leyva. O motorista do veículo era Maurício Popow, de 46 anos.

O acidente
Um Cobalt, táxi do aeroporto Salgado Filho, colidiu frontalmente com o Fiesta com placas de Santa Vitória do Palmar. A força do impacto tirou um dos veículos da estrada. Sete pessoas morreram na hora. 

O Cobalt se deslocava no sentido Porto Alegre/Chuí com cinco ocupantes - o motorista e quatro passageiros cubanos - e o Fiesta no sentido contrário com quatro. O levantamento preliminar da equipe PRF, baseado nos vestígios encontrados no local, indicam que a colisão aconteceu na faixa de sentido Rio Grande/Santa Vitória do Palmar, onde se deslocava o táxi. Ainda não se sabe, no entanto, o que motivou a mudança de pista do Fiesta. A energia envolvida na interação entre os veículos sugere alta velocidade e as lesões encontradas em algumas vítimas apontam que havia ocupantes nos dois veículos que não usavam o cinto de segurança.


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