Wikileaks

Temer passou informações estratégicas do Brasil para EUA. diz fundador do Wikileaks

Julian Assange deu as declarações em entrevista ao escritor e jornalista brasileiro Fernando Morais, na embaixada do Equador, em Londres

09 de Janeiro de 2017 - 13h37 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Redação
web@diariopopular.com.br

O australiano Julian Assange, em imagem de arquivo, disse em entrevista ao escritor e jornalista brasileiro Fernando Morais, em Londres, que Michel Temer repassou informações estratégicas do Brasil para os Estados Unidos  (Foto: Divulgação - DP)

O australiano Julian Assange, em imagem de arquivo, disse em entrevista ao escritor e jornalista brasileiro Fernando Morais, em Londres, que Michel Temer repassou informações estratégicas do Brasil para os Estados Unidos (Foto: Divulgação - DP)

O fundador do Wikileaks, o australiano Julian Assange, afirmou que Michel Temer, atual presidente do Brasil, teve "reuniões privadas" com o governo norte-americano para passar aos Estados Unidos informações estratégicas de inteligência sobre o País. A informação é do jornal on-line GGN.

"Michel Temer teve reuniões privadas na embaixada americana para passar a eles questões de inteligência política que poucos tiveram acesso, discussões das dinâmicas políticas no Brasil", contou.

A declaração foi feita em entrevista de Assange ao escritor e editor do site Nocaute, Fernando Morais, que foi a Londres entrevistar o responsável pelo WikiLeaks. O fundador do site se encontra confinado na embaixada do Equador, onde pediu asilo, na capital do Reino Unido. Ele é acusado de estupro pela Justiça sueca e teme ser extraditado para os Estados Unidos caso se entregue ao país nórdico.

Em entrevista exclusiva, Assange disse ainda que Temer não é um espião pago pelo governo norte-americano, mas que há um intercâmbio de informações do presidente com o país, visando apoios futuros.

"Isso não é para dizer que ele é um espião pago pelo governo americano. Eu não sei, não existem evidências que ele seja um espião pago em termos de dinheiro. Mas estamos falando de algo mais, estamos falando de construir uma boa relação de forma a ter trocas de informação de parte a parte e apoio político mais adiante", completou.

Também na entrevista, o criador do WikiLeaks mencionou a nomeação do CEO da ExxonMobil, Rex Rillerson, para o Departamento de Estado dos Estados Unidos. A pasta, que é considerada uma das de maior prestígio da cúpula de gestão norte-americana, foi anunciada a Tillerson na última terça-feira (3).

A polêmica se deu porque o escolhido é executivo-chefe da sexta maior petroleira do mundo, com receita que chega a superar o PIB de países como Portugal e Chile. Se a crítica pelos Democratas veio no fato de as multinacionais dominarem a política, Assange faz ironia.

"Rex Tillerson, que é o CEO da ExxonMobil, foi nomeado como próximo secretário de Estado por Trump. E aí vem os Democratas e dizem: 'Não, isso é terrivel! Um executivo do petróleo na cúpula do poder! Essas multinacionais corruptas estão tomando conta do governo!'", disse. "Mas sempre foi assim", completou.

Assista abaixo trecho do vídeo da entrevista:

 

 

 


Comentários


  • Não há comentários, seja o primeiro a comentar!


Diário Popular - Todos os direitos reservados