Mudança

Novo secretário da Smed é o segundo entrevistado para a série Os três pilares, produzida pelo Diário Popular

Arthur Correa fala das metas, planos e projetos para a Educação, pasta que volta a ocupar em Pelotas

10 de Janeiro de 2017 - 06h30 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Tânia Cabistany
taniac@diariopopular.com.br 

Correa irá administrar orçamento de R$ 214,5 milhões (Foto: Paulo Rossi - DP)

Correa irá administrar orçamento de R$ 214,5 milhões (Foto: Paulo Rossi - DP)

O desafio de assumir a Secretaria Municipal de Educação e Desporto (Smed), uma das maiores estruturas da administração direta, inclui a continuidade do projeto de ampliação, reforma e construção de novos espaços, agora para o Ensino Fundamental, como já ocorre nas escolas de Educação Infantil. Melhorar ainda mais o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) também está entre as metas do novo titular da pasta, o engenheiro agrônomo Arthur Correa, 67. Ele frisa que a demanda tem aumentado, visto que o Estado está se retirando e ficando apenas com o Ensino Médio, o que é constitucional. Até dezembro do ano passado a rede municipal tinha quase 27 mil alunos e ainda não há previsão do total este ano, pois o período de inscrições se iniciou semana passada na Central de Matrículas. O ano letivo começa em 6 de março.

O secretário é o segundo entrevistado para a série Os três pilares, produzida pelo Diário Popular, sobre os projetos das pastas estratégicas ao município: Segurança Pública, Educação e Saúde.

Conforme Correa, o Ideb reflete a qualidade do ensino, por isso a busca por melhorias tem que ser constante e para atingir isso o município deve investir na qualificação continuada dos professores, nos ambientes de trabalho e na gestão dos recursos, evitando que falte material, merenda e transporte, além de oferecer suporte para que a Diretoria Pedagógica da Smed consiga desenvolver ações voltadas sempre à qualificação do ensino.

A formação continuada dos professores deverá resultar de uma parceria com as universidades locais, por meio de convênios que a Secretaria pretende firmar. “Quem melhor para fazer essa formação do que nossas universidades?”, indaga. O secretário considera que uma secretaria como a de Educação representa um somatório de dificuldades, por ter uma estrutura que envolve muitas pessoas e uma área como a educação. Para ele, a resolução dos problemas passa por uma relação humana respeitosa.

“O pessoal tem que ficar sempre motivado. Os professores dão sempre essa demonstração e isso não pode se perder nunca”, destaca. Correa salienta existir um compromisso das pessoas envolvidas com a educação como um todo. Aponta o salto no Ideb, que em 2016 aumentou 23%, o maior crescimento do Estado. De acordo com ele, a prefeita Paula Mascarenhas (PSDB) sempre teve preocupação com essa área e agora como prefeita e professora faz questão de frisar seu comprometimento.

Uma das preocupações é quanto à organização do ano letivo, para que não faltem professores. Segundo o secretário, muitos professores estão encaminhando suas aposentadorias por insegurança à reforma da Previdência. Será encaminhada à Câmara de Vereadores a contratação de pessoal para assumir no lugar dos que vão sair e ainda este ano deve ser realizado concurso público.

Com a ampliação nas escolas de Educação Infantil este ano será possível ofertar mais 20 turmas, o que significa o ingresso de mais 350 alunos. Ao longo do ano está prevista a requalificação de mais seis escolas e a implantação de novas turmas de pré, tendo em vista o ensino ser obrigatório a partir dos quatro anos de idade e a projeção feita pelo município. “Temos que ter matrícula para todos”, observa. Além da demanda oriunda da rede estadual, há a dos que saíram de escolas particulares.

A Central de Vagas distribui os alunos conforme o endereço de sua residência, colocando-os na escola mais próxima. Mas nem sempre é possível isso e nem mesmo a inscrição de um colégio municipal, destaca. A previsão inicial preliminar é de matricular 2.650 entre berçário e maternal (de zero a três anos) e 700 entre quatro e cinco anos, mas pode mudar, porque muitas vezes os pais inscrevem as crianças em mais de uma instituição, por isso os números de agora não refletem a realidade que a Smed terá ao longo do mês, quando receber informações dos colégios, assinala o secretário.

Ano letivo 2017
O ano letivo começa no dia 6 de março, exceto em três escolas da zona rural, que vão antecipar as aulas devido a compromissos dos pais de alunos em dezembro com a safra de pêssego. Desde que cumpram os 200 dias determinados por lei, podem adaptar seu calendário, que não será padrão entre as três.

Contêineres
As quatro salas de aula em contêineres, duas na Piratinino de Almeida e duas na Mário Meneghetti, vão continuar funcionando este ano. “Temos que resolver e vamos”, assegura o titular da Smed, ao informar que já solicitou ao setor de engenharia projeto de substituição de salas, a serem licitadas ainda em 2017, porém para uso provavelmente no próximo ano.

 A logística
Toda a manutenção dos veículos próprios utilizados na frota escolar é feita no Departamento de Veículos da prefeitura e as grandes obras da Smed serão gerenciadas pela Secretaria de Planejamento. Só as de menor proporção e os serviços de manutenção vão continuar com a Smed. “Eu quero me dedicar totalmente à educação. Não tenho que me preocupar em arrumar os ônibus, mas sim em ter os ônibus arrumados”, ressalta.

Prédio novo
Desde novembro do ano passado a Smed, depois de muitas décadas na esquina das ruas General Neto e Anchieta, está em novo endereço: na praça José Bonifácio, 466 (em frente ao IFSul). Ao contrário do antigo, que era pequeno e já sem condições estruturais para ajustes e acessibilidade, o atual é amplo, alugado e concentra toda a estrutura da Secretaria, dispondo inclusive de estacionamento para os veículos utilizados no transporte escolar.

Números da rede municipal
- Orçamento da Smed
R$ 214,5 milhões

- Escolas
88, sendo 28 de Educação Infantil

- Alunos (2016)
26.982

- Professores
3.236

- Servidores
1.442

- Patrimônio/Máquinas e equipamentos
2.295 (entre notebooks e computadores),
distribuídos em 47 salas de informática das escolas nas zonas urbana e rural

* Vencimento inicial de professor
municipal - R$ 1.277,52 (piso da categoria R$ 1.067,00, com reajuste este mês vai para R$ 1.149,40, segundo a Sgaf)

Transporte escolar
- Frota 45 veículos
(entre ônibus, micros, Kombi e vans)

- Mais 31 contratos
de rotas terceirizadas

- 2,8 mil alunos
da rede municipal transportados

- 560 alunos
da rede estadual transportados

- 75 alunos em idade escolar,
de escolas especiais, transportados através de convênio

* Gastos com transporte escolar:
R$ 2,250 milhões

Fontes: Smed e Sgaf


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