Caiu

Secretário que defendeu "uma cachina por semana" é exonerado

Desligamento de Bruno Moreira Santos, conhecido como Bruno Júlio, foi publicado na edição desta terça do Diário Oficial

10 de Janeiro de 2017 - 11h35 Corrigir A + A -

Agência Estado

Bruno Júlio é próximo de Michel Temer, que o nomeou para o cargo de secretário Nacional da Juventude - vinculado à Presidência da República (Foto: Divulgação - DP)

Bruno Júlio é próximo de Michel Temer, que o nomeou para o cargo de secretário Nacional da Juventude - vinculado à Presidência da República (Foto: Divulgação - DP)

O secretário Nacional da Juventude, cargo vinculado à Presidência da República, Bruno Moreira Santos, conhecido como Bruno Júlio, foi formalmente exonerado. De acordo com decreto publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (10), o secretário saiu a pedido dele próprio.

Na semana passada, Bruno Júlio criticou, em entrevistas, a repercussão dada ao massacre de presos no Amazonas e em Roraima e disse que "tinha que matar mais", "tinha que ter uma chacina por semana". 

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse na segunda-feira que nem ele nem Michel Temer concordam com as declarações.

Bruno Júlio foi nomeado no ano passado por indicação da bancada mineira do PMDB. Presidente licenciado da Juventude Nacional do partido, ele é filho do deputado estadual mineiro Cabo Júlio, do PMDB.

Caso
À coluna do jornalista Ilimar Franco, publicada no site do jornal O Globo, Bruno Júlio disse que "tinha era que matar mais" e que "tinha de ter uma chacina por semana". "Eu sou meio coxinha sobre isso. Sou filho de polícia, né? Tinha era que matar mais. Tinha que fazer uma chacina por semana", afirmou à coluna.

Após repercussão negativa da declaração, o secretário divulgou nota sobre o assunto. "O que eu quis dizer era que, embora o presidiário também merecesse respeito e consideração, eu entendo que também temos que valorizar mais o combate à violência. Mecanismos que o Estado não tem conseguido colocar à disposição da população plenamente", afirmou.

E em seguida completou: "Sou filho de policial e entendo o dilema diário de todas as famílias. Quando meu pai saía de casa, vivíamos a incerteza de saber se ele iria voltar, em razão do crescimento da violência".

Para o Palácio do Planalto, a declaração do secretário foi "infeliz", uma "tragédia". O governo agiu rápido para evitar uma nova crise e costurou a saída do secretário. Na noite de sexta-feira o Planalto anunciou que havia aceitado o pedido de demissão de Bruno Júlio.

 


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