Ensino

Estudantes de escolas estaduais recuperam os dias perdidos na greve do magistério

De acordo com a 5° CRE, 37 instituições aderiram parcialmente à greve e 18 paralisaram

10 de Janeiro de 2017 - 21h03 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Karina Kruschardt
karina@diariopopular.com.br

Cassiano do Nascimento está entre as unidades que continuam em aula (Foto: Paulo Rossi - DP)

Cassiano do Nascimento está entre as unidades que continuam em aula (Foto: Paulo Rossi - DP)

Janeiro, temperaturas acima dos 30°C, época de praia e de férias. Porém, não são todos que estão podendo aproveitar os dias ensolarados e quentes das últimas semanas. Alunos e professores da rede estadual de ensino ainda estão em sala de aula, recuperando os 53 dias de greve dos educadores, acompanhados das ocupações dos prédios por parte dos alunos. Em Pelotas, de acordo com a 5° Coordenadoria Regional de Educação (CRE), 37 instituições aderiram parcialmente à greve e 18 paralisaram.

De acordo com o diretor-geral do Sindicato dos Professores Estaduais (Cpers-Sindicato), Mauro Amaral, cada escola organizou seu próprio calendário de recuperação para atingir os 200 dias letivos, por isso as datas tendem a variar bastante. Entretanto, a coordenadora da 5° CRE, Maria Cristina Franco, afirma que o término das aulas de 2016 não deve afetar o início do ano letivo de 2017. As aulas estão previstas para começar dia 6 de março na rede estadual.

Na mesma data os alunos da rede municipal também deverão retornar às salas de aula. De acordo com o secretário de Educação e Desporto, Arthur Correa, apenas algumas escolas rurais deverão ter o início antecipado devido à evasão escolar. No município, apenas o Colégio Pelotense entrou janeiro adentro ainda com aulas, já que em julho parou as atividades porque não possuía funcionários para limpar o prédio. O último dia de aula foi 6 de janeiro.

Falta estrutura
De um lado professores com os salários parcelados e que, ainda assim, precisam cumprir os 200 dias letivos. Do outro lado, alunos que não conseguem mais manter a concentração devido ao calor e à ansiedade pelas férias. De acordo com a coordenadora pedagógica do Colégio Estadual Cassiano do Nascimento, Diva Blank, a escola tem feito o possível para se adequar ao calor intenso - uso das salas com ventiladores e a manutenção necessária aos que quebram -, e também para cumprir a recuperação de dias letivos. Porém, a vice diretora Mônica Moreira admite que a escola não está preparada para todo esse calor.


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