Decepção

2º Ecoponto tem movimento abaixo do esperado

Em média, três carros por dia chegam ao local para despejo de lixo

12 de Janeiro de 2017 - 07h30 0 comentário(s) Corrigir A + A -
 (Foto: Carlos Queiroz - DP)

(Foto: Carlos Queiroz - DP)

A poucos metros do Ecoponto, material foi descartado ao ar livre (Foto: Carlos Queiroz - DP)

A poucos metros do Ecoponto, material foi descartado ao ar livre (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Inaugurado no dia 28 de dezembro no bairro Fragata, na zona oeste de Pelotas, o segundo Ecoponto Municipal ainda tem baixa procura da região. Em média, três carros por dia chegam ao local para despejo de lixo. Em visita da reportagem do Diário Popular ao local na manhã de quarta-feira (11), duas integrantes da União Cooperativa de Catadores de Resíduos Sólidos (Unicoop) faziam o monitoramento e estavam à disposição para auxiliar moradores. Localizado na rua Epitácio Pessoa, 918, o ponto fica a cerca de um quilômetro da avenida Duque da Caxias e a duas quadras da avenida Cidade de Lisboa. Os Ecopontos recebem gratuitamente diversos tipos de resíduo e são de responsabilidade da Secretaria de Serviços Urbanos e Infraestrutura (SSUI), da Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA) e do Sanep.

A menos de cem metros do novo Ecoponto, ainda na rua Epitácio Pessoa, são encontrados restos de sofá, latas de tinta, plásticos, garrafas de vidro, um tonel enferrujado e entulhos de obra. Todos estes materiais seriam aceitos nos ecopontos da cidade e poderiam ser aproveitados ou descartados corretamente.

O primeiro local foi inaugurado em março de 2016 na avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, 3.195. Em nove meses de funcionamento, mais de cinco mil pessoas utilizaram o Ecoponto da Juscelino. De acordo com a Secretaria, foram mais de 1,1 mil caçambas de detritos que não foram para vias públicas, terrenos baldios e beira de córregos.

Sentadas próximos a um contêiner, Suelen Badia, 31, e Lucielen Madruga, 22, vestiam botas, calças especiais e camisetas do Ecoponto prontas para receber moradores do bairro. Embaixo de uma caixa d’água abandonada estão distribuídas as sete coletoras adesivadas com a marca da prefeitura e a tipificação do resíduo. Elas fazem parte da Unicoop, uma das cinco cooperativas de catadores de lixo que se revezam para atendimento no local. Também fazem parte do projeto a Cooperativa de Trabalho dos Agentes Ambientais do Fraget (Cootrafa), a Cooperativa de Trabalho de Prestação de Serviços e Ação Social (Coopel), a Cooperativa de Trabalho e Reciclagem (Cooreciclo) e a Cooperativa de Trabalho dos Catadores da Vila Castilhos (COOPCVC). A cada mês, até dois funcionários de cada cooperativa ficam no Ecoponto separando materiais de seus interesses para reciclagem. De acordo com Suelen, a participação das cooperativas aumentou perto de 30% a quantidade de materiais. O baixo movimento, acredita, é em função da época do ano.

Nos 30 minutos que a reportagem esteve no espaço, nenhum morador chegou para fazer o despejo de lixo.

Nas duas semanas em funcionamento, seis coletoras já foram preenchidas. Segundo informações do secretário Jeferson Dutra, da SSUI, em torno de 40 pessoas já utilizaram o Ecoponto para descarte. “A gente precisa criar essa consciência. Em limpezas periódicas na Estrada do Engenho chegamos a coletar 50 caçambas de lixo”, comenta o secretário. A ideia da SSUI é continuar construindo espaços destinados a Ecopontos. O próximo deve ser inaugurado na praia do Laranjal, com foco em restos de poda e jardinagem.


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