Encontro

Superintendência do Porto de Rio Grande debate escoamento da safra 2017

A expectativa de todos os participantes é de que o Porto do Rio Grande receba uma safra de grãos recorde em 2017

09 de Março de 2017 - 14h53 Corrigir A + A -
A segurança dos caminhoneiros também foi debatida na reunião. (Foto: Assessoria Suprg)

A segurança dos caminhoneiros também foi debatida na reunião. (Foto: Assessoria Suprg)

A Superintendência do Porto do Rio Grande reuniu na manhã desta quinta-feira (9), 30 representações de entidades de classe, empresas, órgãos públicos e de segurança para debater o Plano Safra 2017. A preocupação do diretor-superintendente do Porto do Rio Grande, Janir Branco, e do prefeito do Rio Grande, Alexandre Lindenmeyer com a importância de agilizar e coordenar o escoamento da safra que se intensificará nos próximos meses.

“Independentemente da gestão, a Superintendência mantém a tradição de realizar esse encontro entre todos os componentes do escoamento da safra de soja para realizar o balizamento de informações, a coordenação e principalmente buscar as soluções de gargalos que podem atrapalhar a movimentação”, afirma o diretor-superintendente.

O Porto do Rio Grande por sua geografia diferenciada possui terminais e acessos que cruzam com vias municipais e de uso da comunidade. “O que buscamos é agilidade no complexo mas também que os impactos sociais sejam os menores possíveis visto que a estrada de acesso ao Porto é uma rodovia importante no dia a dia da cidade”, explica Branco.

A expectativa de todos os participantes é de que o Porto do Rio Grande receba uma safra de grãos recorde em 2017 visto que ainda há estoque da produção 2016 e que a colheita apresenta-se com uma grande potencialidade. “O que precisamos é resolver gargalos para ajustar a chegada de caminhões aos terminais. É extremamente importante debatermos as manobras dos trens em cima da rótula na BR-392”, afirma Antônio Carlos Bacchieri Duarte que representou a empresa Bianchini.

Além disso, também foram debatidos temas como a segurança em torno dos caminhoneiros e da carga. A delegada da Polícia Civil, Ligia Marques Furlanetto, falou sobre as ações já realizadas pelo órgão para combater o roubo de carga e outros temas que envolvem o escoamento da safra. Ainda, a Polícia Rodoviária Federal e a Brigada Militar manifestaram-se sobre a importância do registro da ocorrência policial.

Sobre acessos, como a estrada de ligação da Martini Meat à Via-9, a prefeitura compromete-se com a manutenção das vias. “Estamos realizando estudos e há pareceres para que façamos uma ligação reta, ao invés de curva, naquela região. Estamos em um ano de recursos retraídos, Rio Grande caiu de 4º para o 8º PIB do Estado e por isso, nos comprometemos com a manutenção das condições de trafegabilidade daqueles acessos. No que estiveram ao alcance do executivo, estaremos a disposição para o escoamento da safra”, disse o prefeito.

Em 2016, apenas o complexo soja movimentou mais de 12 milhões de toneladas pelo Porto do Rio Grande, número que deve crescer em 2017. “Precisamos estar atentos ao movimento, qualificar o agendamento e a estrutura de nosso porto visto que com agilidade estamos ganhando em competitividade. Quanto mais o Porto do Rio Grande movimentar mais empregos estamos gerando, mais recursos estão chegando seja para o Estado quanto para o município”, conclui Branco. A Suprg define como período de safra entre os meses de abril e setembro, quando existe a maior parte da movimentação de soja em grão.

Participaram da reunião as seguintes entidades: Ecosul, Polícia Civil, Cootracam, ATRRS, Sindporg, CEEE, Termasa/Tergrasa, CPRS, SMMUA, Praticagem da Barra do Rio Grande, Bunge, SPH, Sindicam, Yara Brasil, Sintermar, Bianchini, Sindanave, Sindop, Tecon, Agrra, Sagres, Refinaria Riograndense, Brigada Militar, PRF, Fertilizantes Piratini, Braskem, ANTT, MAPA, Polícia Federal e o corpo técnico da Superintendência do Porto do Rio Grande.


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