Saúde na UTI

Bloco cirúrgico, maternidade e pediatria da Santa Casa de São Lourenço do Sul são fechados

Hospital já convive com paralisação de parte do corpo clínico há 43 dias, sem previsão de término

17 de Março de 2017 - 18h29 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Redação
web@diariopopular.com.br

Imagem de arquivo da área interna da Santa Casa de Misericórdia de São Lourenço do Sul; direção do hospital fechou na tarde desta sexta-feira a maternidade e o bloco cirúrgico (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Imagem de arquivo da área interna da Santa Casa de Misericórdia de São Lourenço do Sul; direção do hospital fechou na tarde desta sexta-feira a maternidade e o bloco cirúrgico (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Atualizada às 19h10

A administração da Santa Casa de Misericórdia de São Lourenço do Sul fechou na tarde desta sexta-feira (17) o bloco cirúrgico, a maternidade e a pediatria da instituição. A informação é da assessoria de imprensa do Sindicato Médido do Rio Grande do Sul (Simers).

De acordo com o Sindicato, com a medida os médicos não podem fazer atendimentos de urgência e emergência no hospital. Ainda segundo o Simers, em nota enviada ao Diário Popular, esses atendimentos estão sendo garantidos desde 3 de fevereiro. Nesta data, médicos de cinco especialidades decidiram paralisar devido ao atraso no pagamento de salários desde setembro do ano passado.

O Simers promete notificar o Ministério Público a respeito da medida. Na nota, o Sindicato diz que a decisão foi arbitrária e não atende prazos legais de notificação aos usuários do SUS e aos órgãos competentes.

A paralisação de parte do corpo clínico da Santa Casa de São Lourenço do Sul completou 43 dias nesta sexta-feira. Não há previsão de término. A direção do hospital oferece pagamento dos atrasados em 36 meses; os médicos exigem a quitação em seis ou em 12 meses, com juros. 

Conforme o Simers, citando dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES), a Santa Casa de Misericórdia de São Lourenço do Sul recebeu cerca de R$ 1,4 milhão em valores atrasados do governo do Estado no fim de janeiro. O Sindicato reforça que este numerário deveria ser utilizado no pagamento de médicos e funcionários.

Contraponto
Em contato por telefone com o Diário Popular, o provedor do hospital, José Ney Lamas, atribuiu à greve dos médicos o motivo para fechar bloco cirúrgico, maternidade e pediatria. Ele disse que optou por dar férias de 30 dias aos funcionários dos setores atingidos pela mobilização. "Não posso estar com os funcionários parados", afirmou. Lamas disse esperar que neste 30 dias as partes cheguem a um acordo sobre valores e condições de pagamento para que a greve se encerre na Santa Casa de São Lourenço do Sul. De acordo com o provedor, são esses os entraves que impedem o fim do impasse. Caso a greve persista, José Ney Lamas não descarta contratar novos profissionais para preencher as vagas.

Sobre a afirmação de que o hospital recebeu verbas da SES para pagar os salários dos médicos, o administrador respondeu que "não é verdade". "Os valores foram repassados sim, mas não para pagar os médicos mas para outras despesas, como pagamento dos salários dos funcionários e alimentação."

O provedor também negou que o fechamento dos setores vai impedir atendimentos de urgência e emergência. Segundo ele, esses casos não estavam sendo tratados na Santa Casa de SLS. Pacientes que chegaram ao hospital ao longo dos 43 dias de greve com necessidade de intervenção urgente ou de emergência têm sido transferidos para hospitais de municípios da região. Ele citou ainda orientação recebida nesta sexta-feira da Secretaria de Saúde do município para encaminhar a Piratini as parturientes que procurarem a Santa Casa até as 8h deste sábado.


Comentários


  • Não há comentários, seja o primeiro a comentar!


Diário Popular - Todos os direitos reservados