Novela sem fim

Ainda no sonho

Presidente da Câmera de Vereadores admite que já pensa em outros quatro locais para a construção da sede própria

18 de Março de 2017 - 15h29 Corrigir A + A -
O local onde foi feita solenidade de lançamento da pedra fundamental, em 30 de dezembro passado, permanece inalterado   (Foto: Paulo Rossi - DP)

O local onde foi feita solenidade de lançamento da pedra fundamental, em 30 de dezembro passado, permanece inalterado (Foto: Paulo Rossi - DP)

“Você pode sonhar, projetar, criar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo. Mas precisará de pessoas para tornar o sonho realidade”, a frase, do quadrinhista norte-americano Walt Disney, está gravada, lá, na placa sobre a pedra fundamental - com base em concreto cru - onde se instalaria a nova sede da Câmara de Vereadores de Pelotas. Por enquanto, porém, o projeto segue na fase do sonho: o local não está confirmado para receber as obras.

Hoje, funcionam no mesmo terreno a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e a Emater, além de um posto de lavagem de veículos oficiais. Desde as 11h do dia 30 de dezembro de 2016, quando uma cerimônia - com a presença do ex-prefeito Eduardo Leite (PSDB) e do ex-presidente do Legislativo Ademar Ornel (DEM) - lançou a pedra fundamental, nada mais foi feito. O espaço destinado à Casa do Povo que seria no prolongamento da avenida Bento Gonçalves, 6.552, próximo à Vila Castilho, no entanto, segue indeterminado.

O terreno foi doado pelo Município. A previsão inicial era de entregar a obra no segundo semestre de 2018. Cronograma difícil de ser cumprido. De acordo com o presidente do Legislativo, Luiz Henrique Viana (PSDB), o que emperra na definição é o funcionamento de órgãos públicos muito importantes para a cidade no mesmo lugar. Diante dessa indefinição, o parlamentar adiantou que novos lugares são projetados. Conforme Viana, o Legislativo estuda outras quatro possibilidades, que não quis adiantar. A regra é que o terreno seja da prefeitura, liberando custos para a construção.

Conforme Jair Seidel, titular da SDR, não existem prazos estipulados para a saída da Secretaria do endereço. Nestes primeiros três meses, diz, sequer foi procurado para tratar do assunto. Ex-secretário e atual funcionário da SDR, Wilson Karnopp conta que a Secretaria deve agendar na próxima semana uma reunião com o poder Legislativo para tratar da questão. “Vai nos embretar porque vamos ficar com a metade do que temos hoje”, disse. Para a construção da Câmara, o posto de lavagem de veículos teria que ser demolido. “A gente já está vendo outros terrenos pra indicar pra câmara”, adiantou Karnopp.

Fundo
Segundo Viana, o fundo para a obra teria hoje aproximadamente R$ 6 milhões, mesmo valor informado ao Diário Popular em novembro de 2016. O fundo foi criado com o intuito de poupar recursos para a construção da nova sede no início de 2014. Em aluguel, o Legislativo paga mensalmente cerca de R$ 43 mil pela casa que ocupa na rua 15 de Novembro, no Centro.

O terreno
Localizada na Bento Gonçalves com a rua Visconde de Sinimbu, a área possui 4.214 metros quadrados e foi doada pela prefeitura. Na previsão feita ainda em 2016, seria necessário o valor de R$ 1,5 milhão - além dos R$ 6 milhões economizados pelo Legislativo - que seria arrecadado no decorrer de 2017. A construção seria projetada por acadêmicos e técnicos de universidades locais através de seleção pública.

Conforme a reportagem publicada pelo Diário Popular no final de dezembro, outras opções foram estudadas pelo Legislativo, como um prédio, localizado na avenida Salgado Filho, que custaria R$ 10 milhões; e outro, o antigo prédio da Cosulati, na praça 20 de Setembro, que custaria R$ 20 milhões.


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