Preços

Gás de cozinha aumenta 9,8% nesta segunda-feira

É a primeira vez que o produto é reajustado desde setembro de 2015

19 de Março de 2017 - 21h43 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Agência Estado

Imagem de arquivo de março do ano passado mostra funcionário de distribuidora em Pelotas carregando botijão de 13 quilos; valor deve saltar dos atuais R$ 65,00 para R$ 71,50

Imagem de arquivo de março do ano passado mostra funcionário de distribuidora em Pelotas carregando botijão de 13 quilos; valor deve saltar dos atuais R$ 65,00 para R$ 71,50

E se a redução do preço da gasolina em Pelotas é uma boa notícia, por outro lado o consumidor não deve ser animar muito. É que a partir de amanhã o preço do botijão de gás que passa a vigorar nas refinarias da Petrobras terá reajuste, segundo o presidente do Sindicato das Distribuidoras de Gás (Sindigás), Sérgio Bandeira de Mello. A estatal anunciou na última sexta-feira atualização de 9,8%. E como o botijão passa por distribuidores e revendedores até chegar às residências, é possível que os dois elos da cadeia aproveitem para rever suas margens de lucro e que o aumento chegue maior ao consumidor.

Em Pelotas, atualmente, o botijão de 13 quilos é comercializado nas residências pelo preço médio de R$ 65,00. Caso o reajuste aplicado chegue a 10% (arredondado), o valor passará a ser R$ 71,50. Pelas contas da Petrobras, contudo, um repasse integral do reajuste nas refinarias deve pesar R$ 1,76 no preço final, o equivalente à alta de 3,1% por botijão. Especialistas calculam, no entanto, que os comerciantes vão aproveitar a má notícia para ampliar os ganhos e encarecer o produto de 5% a 10%, dependendo do espaço permitido pela concorrência. O Sindigás não quis fazer projeções com o argumento de que “o mercado é livre”.
Essa é a primeira vez que a Petrobras reajusta o botijão desde setembro de 2015.

De janeiro de 2003 a agosto de 2015, o valor médio passou de R$ 29,35 para R$ 46,02, alta de 56,8%, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Até dezembro já tinha sido reajustado em 89,4%. 


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