Estilo Pet

Nem sempre é desobediência

A surdez acomete também os cães e, em alguns casos, o próprio dono pode diagnosticar

20 de Março de 2017 - 14h44 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Ariane passou a usar os gestos para se comunicar 
com Gris (Foto: Jô Folha - DP)

Ariane passou a usar os gestos para se comunicar com Gris (Foto: Jô Folha - DP)

Há muitas especulações sobre a comunicação dos cães, entre elas, a principal questão levantada é se eles entendem conversas e frases ditas pelos humanos. Ainda assim, para os donos não resta dúvida de que os animais são capazes de compreender comandos verbais, como “vem” e “senta”.

Para Ariane Cardozo Gomez de la Fuente, entretanto, o processo de comunicação com Gris, uma australian cattle dog de oito meses, é um pouco diferente do habitual. Logo nos primeiros dias de adoção ela percebeu que a filhote não respondia aos estímulos sonoros. Curiosa, Ariane pesquisou sobre surdez canina, aplicou alguns testes - como bater latas longe do campo de visão da cadela e esperar alguma reação - e concluiu que Gris era, de fato, surda. Desde então, a dona buscou desenvolver os estímulos com as mãos e a surdez já não é empecilho. “Foi mais uma reeducação nossa, do que adaptação dela. Ela é bem inteligente, entende tudo”, afirma.

Nesse caso, a surdez está ligada a uma de suas possíveis causas: a genética. Isso, porque a raça de Gris está no quadro das mais propensas, junto de algumas outras, como dálmata, além de cachorros de pelo branco, ou com albinismo parcial. Contudo, é possível ainda que os cães não nasçam surdos, mas percam a audição em decorrência de fatores externos.

Segundo o veterinário Humberto Medeiros, nas situações em que a surdez foi adquirida, o diagnóstico é um pouco mais complicado, porque o cão já desenvolveu os demais sentidos e consegue responder a grande parte dos comandos do dono. De acordo com Humberto, a causa mais comum para a perda de audição é a otite - inflamação do ouvido - e chama atenção à necessidade de higiene contínua. “É muito importante a limpeza regular com a orientação de veterinário. O erro mais comum é usar cotonete, que prejudica a anatomia do condutor auditivo dos cães. O correto é aplicar uma solução de limpeza específica”, alerta.

Tratamento
Felizmente existe soluções para superar o problema. O caso de surdez genética não é tratável e pode ser superado justamente pelo método que Ariane usou, que é ensinar ao pet uma série sobre sinais com as mãos e também por sinais de luz e vibrações. Já os proprietários de cães que adquiriram a surdez podem recorrer aos aparelhos auditivos, que amplificam os sons. Sobretudo, é essencial a vigilância, principalmente ao passear com o animal em ambientes movimentados, para evitar os riscos de atropelamento.

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