(In)segurança

Polícia apreende dois carros que teriam sido usados no assalto ao Shopping

Veículos foram encontrados em pontos diferentes da cidade; um na avenida Fernando Osório e o outro no bairro Areal

20 de Março de 2017 - 13h11 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

Paramedicos do Samu atenderam a ocorrência  (Foto: Jô Folha - DP)

Paramedicos do Samu atenderam a ocorrência (Foto: Jô Folha - DP)

Atualizada às 17h13

A Polícia Civil tenta identificar os criminosos que assaltaram no início da tarde desta segunda-feira (20) uma joalheria do Shopping Pelotas e balearam um policial militar na cabeça. 

O PM Tales Nobre, 28, havia chegado ao estabelecimento quando se deparou com a dupla em fuga pelo estacionamento do centro comercial. Segundo a polícia, na tentativa de conter os criminosos, o PM abordou os suspeitos, que reagiram à abordagem e dispararam contra o policial. Ele revidou os tiros, mas foi baleado. A dupla conseguiu fugir em um Renault Logan que os aguardava na avenida Ferreira Viana levando duas peças que estavam no mostruário da loja. O estado de saúde do policial militar é grave. 

Pouco depois a Brigada Militar localizou na avenida Fernando Osório o Logan com placas de Santa Catarina utilizado na fuga e um VW SpaceFox abandonado no Areal que, segundo a BM, também teria sido usado pelos suspeitos. 

O titular da Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Captura (Defrec), Rafael Lopes, não descarta a possibilidade de serem os mesmos criminosos que praticaram assalto a uma  loja de eletrônicos do Shopping Pelotas no último dia 12, entretanto, essa não é a principal linha de investigação da Polícia Civil. Conforme o delegado, ainda é precoce afirmar a origem do bando. O assalto praticado nesta tarde no Shopping Pelotas é o segundo registrado em menos de dez dias.

Após o assalto e tiroteio, o clima no Shopping Pelotas era de medo e tensão por parte dos lojistas. Pelos corredores do centro comercial o que se via era pouco movimento e comerciantes assustados. Quem tem loja no local, se queixa da insegurança a qual estão submetidos. "Temos os seguranças mas são poucos para o tamanho o shopping. Numa situação dessas eles não têm o que fazer", comentou uma lojista.

Questionado pela reportagem sobre a segurança no estabelecimento, o gerente-geral do Shopping Pelotas, Márcio Porto, limitou-se a dizer que o plano de segurança do local é o mesmo feito nos demais centros comerciais do país. 

Policiais da Brigada Militar e agentes da Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Captura realizam diligências para localizar os criminosos. Informações podem ser repassadas peloDisque-Denúncia da BM - (53) 3227-7171, ou 197 da Polícia Cívil.

Falta de policiamento
Na última segunda-feira, 15 policiais militares e um oficial que fazem parte do Comando Regional de Policiamento Ostensivo do Sul (CRPO-Sul) foram deslocados para Porto Alegre e Região Metropolitana para atuar na nova fase da Operação Avante - com foco nos latrocínios. 

Apesar do desfalque, o comando do CRPO-Sul garantiu que a atividade policial não seria afetada com a medida. Conforme o comandante da Unidade, tenente-coronel Carlos Alberto Prado de Andrade, o governo repassou horas extras para compensar a falta do efetivo. A maioria dos policiais da Região Sul encaminhados à Operação Avante atuava nas ruas dos municípios. "O remanejo foi proporcional à realidade de cada batalhão. A população e o policiamento não serão prejudicados", disse o oficial.

No ano passado, 84 policiais entraram para a reserva da Brigada Militar (BM) em Pelotas. Os dados significam que, mensalmente, o quartel do 4º BPM teve desfalque de sete militares. O efetivo do período não foi reposto. O número de PMs que resolveram abandonar a farda em Pelotas representa 24% do efetivo total do 4º BPM que gira - segundo militares - em torno de 350 policiais. 

Tentativa de assalto 
Segundo o delegado Rafael Lopes, uma tentativa de assalto ocorrida na tarde desta segunda contra um associado do banco Sicredi, na avenida Salgado Filho, em princípio,  não tem relação com o assalto praticado no Shopping Pelotas. Conforme nota da instituição financeira, um cooperado estava com um malote quando percebeu que estaria sendo seguido por dois homens que estavam em uma motocicleta. O associado, então, entrou na agência e informou ao vigilante, que percebeu a ação e impediu a entrada dos supostos assaltantes. Frustrados, os criminosos fugiram e efetuaram disparos contra os vidros das janelas da agência. 



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