Sem acesso

Há mais de um ano em manutenção

Elevador da Casa dos Conselhos está sem funcionar desde 2016 e dificulta o acesso de quem busca atendimento

18 de Abril de 2017 - 07h30 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Cíntia Piegas
cintiap@diariopopular.com.br 

Um cartaz e uma faixa orientam os usuários (Foto: Ígor Islabão - DP)

Um cartaz e uma faixa orientam os usuários (Foto: Ígor Islabão - DP)

Tenho dificuldades para caminhar e uso bengala.” edeli macedo, Idosa (Foto: Ígor Islabão - DP)

Tenho dificuldades para caminhar e uso bengala.” edeli macedo, Idosa (Foto: Ígor Islabão - DP)

No endereço que abriga a Casa dos Conselhos, o principal acesso para os três andares está “em manutenção” há mais de um ano. O elevador é uma dor de cabeça para que busca ajuda e os que lá trabalham, principalmente os conselheiros tutelares. A Secretaria de Governo trabalha na renovação de contrato do aluguel do prédio e pretende sugerir ao proprietário um contrato de manutenção do equipamento.

O prédio localizado na esquina das ruas 3 de Maio e General Osório, além do andar térreo, onde funciona o Foro dos Conselhos, tem mais três pisos. No último ficam as regionais quatro, cinco e seis do Conselho Tutelar, onde atua a conselheira Eva da Rosa. Portadora de artrite, ela é obrigada a subir e descer as escadas em média quatro vezes ao dia. Isso porque se a pessoa que busca atendimento é deficiente física, uma mãe que está com o bebê no carrinho ou um idoso, o atendimento é prestado na portaria. “Eu subo me arrastando”, admite Eva.

Para seu colega Telmo Vargas, torna-se difícil contornar a situação e facilitar o atendimento. “A acessibilidade é zero”, critica. Segundo ele, o assunto foi tratado na última reunião, sendo que o orçamento da peça necessária ao conserto do elevador estava em R$ 13 mil. Com um serviço “por fora” - sem se enquadrar às normas da prefeitura para a prestação de serviços públicos - ficaria R$ 3 mil.

Segundo Vargas, a nova gestão da Secretaria de Governo tem se destacado pelo comprometimento. “Temos agendado reuniões até o final do ano, além de ganharmos a linha telefônica que tanto precisávamos”, comentou. Mas a preocupação dos agentes do Conselho Tutelar no momento é agilizar o acesso às pessoas.

Edeli Macedo, de 79 anos, recebeu uma notificação do Conselho Tutelar. Sua missão seria subir até o primeiro andar, mas devido às dores nos joelhos e em um dos braços, teve de esperar pelo atendimento na recepção. “Tenho dificuldades para caminhar e uso bengala. Se o elevador tivesse funcionado, tudo ficaria melhor.” Esta foi a segunda vez que a idosa dirigiu-se à Casa dos Conselhos e não foi atendida adequadamente.

novo contrato
A secretária de Governo, Clotilde Victória, é conhecedora do problema, pois antes mesmo de assumir a gestão frequentava o prédio da rua 3 de Maio. “O elevador estragado me preocupa muito. Ele passa um tempo funcionando e para novamente.” Segundo Clotilde, a renovação do aluguel do prédio está para ocorrer e nessa nova negociação pode estar a alternativa mais viável. “Vamos sugerir ao proprietário que ele assuma a manutenção do equipamento, por meio de contrato, pois no particular é mais fácil”, explica.
A secretária comenta que desde que assumiu a pasta, os equipamentos de informática da Casa dos Conselhos passaram por uma revisão. Ainda foi adquirida linha telefônica e feita a manutenção dos aparelhos de ar-condicionado.
Diferentemente do Conselho Tutelar, da Saúde e da Educação, que têm estrutura própria, o Conselho de Direito, onde funciona o Foro dos Conselhos, o da Mulher, das Crianças e Adolescentes, do Idoso e de Pessoas Superdotadas - gerido pela comunidade -, deve receber nos próximos dias uma estrutura que irá facilitar o assessoramento administrativo. “As pessoas que atuam são voluntárias. Então a ideia é que funcionários possam dar respaldo, por meio de plantões e na administração do Fundo da Criança e do Adolescente”, ressaltou.


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