América Latina

Militarização da sociedade venezuelana será denunciada pelo governo colombiano

Em mensagem publicada nesta terça, o presidente colombiano manifestou "séria preocupação" com o anúncio do governante da Venezuela sobre um plano para aumentar os membros da Milícia Bolivariana

19 de Abril de 2017 - 17h23 Corrigir A + A -

Agência Brasil

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pediu à chanceler María Ángela Holguín que leve, nesta quarta-feira (19), à Organização das Nações Unidas (ONU) a preocupação de seu governo com a "militarização da sociedade venezuelana", anunciada pelo presidente Nicolás Maduro. A informação é da Agência EFE.

"Solicitei à chanceler que peça hoje ao secretário-geral da ONU [António Guterres] atenção com a preocupante militarização da sociedade venezuelana", escreveu o chefe de Estado em seu Twitter.

María Ángela Holguín viajou na última terça para Nova York, onde se reúne nesta quarta com representantes das Nações Unidas, para apresentar os avanços da missão do organismo internacional na aplicação do acordo de paz firmado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

A Colômbia e a Venezuela compartilham uma fronteira terrestre de 2.219 quilômetros e, por isso, a crise do país vizinho é seguida com atenção pelas autoridades de Bogotá.

Em mensagem publicada nesta terça, Santos manifestou "séria preocupação" com o anúncio do presidente Maduro sobre um plano para aumentar os membros da Milícia Bolivariana.

Maduro disse na segunda passada, em Caracas, que aprovou um plano com o objetivo de expandir para 500 mil os membros da Milícia Bolivariana, armados com fuzis, a fim de que se desdobrem em todas as áreas de defesa integral do país.

O novo pronunciamento de Santos ocorre após os demais 11 governantes da América Latina. Eles reagiram à morte de seis pessoas nos últimos protestos na Venezuela e pediram que seja evitada "qualquer ação de violência" na jornada de manifestações convocada para esta quarta.

O pronunciamento foi considerado pelo Executivo venezuelano uma "grosseira ingerência". Para a Venezuela, os governos dessas nações "violentam" as leis internacionais e respaldam um suposto "intervencionismo" do exterior. Os governos latino-americanos foram ainda acusados de apoiar a "violência" da oposição.

"A Venezuela rejeita a grosseira ingerência da Argentina, do Brasil, Chile, da Colômbia, Costa Rica, Guatemala, de Honduras, do México, Paraguai, Peru e Uruguai", disse a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez.


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