Vantagem

Sem entrega, gás pode ficar R$ 18,00 mais barato

Deslocar-se até o ponto de venda é uma boa saída para economizar com a compra do produto

19 de Abril de 2017 - 22h01 Corrigir A + A -
Na revenda o preço é menor em relação à tele-entrega (Foto: Jô Folha - DP)

Na revenda o preço é menor em relação à tele-entrega (Foto: Jô Folha - DP)

Se o gás de cozinha é um item essencial para os lares, como economizar na hora da compra? Deslocar-se até o ponto de venda é uma alternativa em meio ao aumento de preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), que em 21 de março teve um reajuste 9,8% nas refinarias, conforme anúncio da Petrobras. Em Pelotas, o valor do gás foi às alturas e pode ser comercializado por até R$ 65,00. Contudo, abrir mão da tele-entrega e buscar o botijão diretamente na revendedora pode garantir até R$ 18,00 ao bolso do consumidor, conforme levantamento feito pelo Diário Popular.

Como é garantida a liberdade de preços no mercado de combustíveis, os reajustes nas refinarias podem ou não chegar à população. Tudo depende dos repasses das distribuidoras e revendedoras. A esteticista Perla Nobre optou por sair da casa e comprar diretamente em uma unidade localizada na avenida Ferreira Viana, onde consegue poupar R$ 18,00. Pode não parecer muito, mas o valor é suficiente para pagar até cinco passagens de ônibus ou abastecer cerca de cinco litros de gasolina. No entanto, Perla ainda se queixa dos preços: “Tá muito caro”.

Com a tele-entrega o preço é maior porque o serviço envolve gastos de funcionários e do combustível para o transporte. O Jornal calculou em R$ 6,00 (média) o valor para quem pede o serviço em Pelotas. Apesar da comodidade de receber em casa, a diferença é grande a quem pretende economizar mensalmente.

O preço praticado pelas revendas da cidade pode, ainda, estar acima do reajuste. Segundo a estimativa da Petrobras, caso ele fosse repassado integralmente, poderia subir 3,1%, com aumento real de R$ 1,76 por botijão. Porém, conforme dados do levantamento de preços e de margens de comercialização de combustíveis da Agência Nacional do Petróleo (ANP), até o dia 15 deste mês o botijão de 13 quilos na cidade registrava média de preço de R$ 57,31. Já em fevereiro, antes do reajuste entrar em vigor, a média era de R$ 54,46 - o que significa que o acréscimo foi de R$ 2,85, maior do que o previsto pela estatal.

Proprietário de um dos empreendimentos que oferecem a venda do GLP, o empresário Lucas Santos lamenta as consequências que vieram junto ao reajuste. Para se adequar, o proprietário afirma que teve de encarecer o produto - o que resultou em reclamações dos consumidores. Agora, apesar de ter voltado ao preço antigo para agradar a clientela, ele projeta que um novo aumento será inevitável, mesmo com a possibilidade de prejudicar as vendas.


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