Conduta

Dia de debater o preconceito

1º Encontro da Diversidade: Discutindo a Homofobia trata das dificuldades sofridas pela comunidade LGBT

17 de Maio de 2017 - 18h32 0 comentário(s) Corrigir A + A -
Plateia assiste a uma das palestras ministradas na manhã desta quarta-feira no salão nobre da prefeitura durante painel que integrou programação do Dia Municipal contra a homofobia e a transfobia Brenda Lee (Fotos: Marcel Ávila/Ascom)

Plateia assiste a uma das palestras ministradas na manhã desta quarta-feira no salão nobre da prefeitura durante painel que integrou programação do Dia Municipal contra a homofobia e a transfobia Brenda Lee (Fotos: Marcel Ávila/Ascom)

Pelotas celebrou nesta quarta-feira (17) o Dia Municipal Contra a Homofobia e a Transfobia Brenda Lee.

Ao longo do dia a prefeitura promoveu o 1º Encontro da Diversidade: Discutindo a Homofobia, que contou com palestras e atividades voltadas à saúde e ao bem-estar de membros da comunidade LGBT. A data, que propõe a discussão do preconceito sofrido pela categoria, foi batizada com o nome de Brenda Lee, transgênero representante da categoria assassinada em 2015.

Organizado pela Coordenação LBGT da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o evento ofereceu diversas atividades para discutir as vivências da população LGBT pelotense. Uma das palestrantes, a transexual Marcia Monks Jaekel, é militante pela criminalização da transfobia e da homofobia e foi a primeira pessoa do Estado a conseguir a cirurgia de redesignação sexual pelo SUS. Ela conta que o maior objetivo da data é informar a sociedade sobre as dificuldades enfrentadas pela comunidade, na esperança de que isso sirva para desconstruir preconceitos e estereótipos. “É uma luz no fim do túnel e um momento de visibilidade para reivindicarmos nossos espaços”, afirma.

No país, a realidade de muitos gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros não é fácil. Dados da ONG europeia Transgender Europe, divulgados em 2016, apontam o Brasil como país que mais mata travestis e transexuais em todo o mundo. No mesmo ano, segundo levantamento da ONG Grupo Gay da Bahia, o Rio Grande do Sul apresentou um crescimento no número de mortes; de sete no ano anterior pulou pra 15 em 2016. Transgênero é aquele que não se identifica com o gênero que lhe foi atribuído no nascimento, já os transexuais são pessoas que realizaram a cirurgia de redesignação de sexo.

Brenda Lee
O projeto de lei que instituiu o dia 17 de maio como Dia Municipal Contra a Homofobia e a Transfobia Brenda Lee foi criado pelo ex-vereador Ricardo Santos (PCdoB) em homenagem a Brenda Lee, transgênero que era ícone do Carnaval pelotense e da luta pelos direitos LGBT. Brenda Lee teve a vida retirada pelo assassino confesso Lucas Rocha no dia 16 de dezembro de 2015, apenas três dias antes de colar grau em Psicologia na UCPel.

Como foi a programação
Manhã - Às 9h foi realizada a mesa de abertura do evento no Salão Nobre da prefeitura, com participação de autoridades do Poder Público e ONGs. Em seguida, às 9h40min, painel sobre Contextualização da homofobia em Pelotas. 

Tarde - No pátio 1 do Mercado Central foram realizadas diversas palestras. Às 14h30min, Marcia Monks Jaekel falou da vivência da mulher trans em Pelotas. Às 15h30min, o funcionário da SMS Diego Carvalho abordou a educação como propulsora para o fim do preconceito e, às 16h30min, a psicóloga Aline Hillal e a assistente social Raquel Moraes discutiram o suporte social à população LGBT. O encerramento ficou por conta das drag queens Abigail Foster, Lorena Drag, Sky e Madivah Vuitton.

Também foram realizadas atividades paralelas como a distribuição de flyers informativos, testes rápidos para HIV, hepatite B e sífilis, produção de cartões do SUS com nome social e “mural da superação”, disponibilizado para que a comunidade possa registrar casos de preconceito.


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