Estilo
Crônica

O lixo sempre foi um problema mundial

12 de Agosto de 2017 - 06h00 Corrigir A + A -

Por Joari Reis

O mês acabou e com ele chegam as contas para pagar, algumas já esperadas e outras vêm como surpresas desagradáveis. Na conta do condomínio deste mês veio uma inesperada e nova conta para pagar, atingindo a todos os moradores do prédio. A minha eu já paguei e não gostei. Achei um valor muito alto para um serviço onde não existe uma retribuição da parte da prefeitura. Estou escrevendo sobre a Taxa do Lixo.

Os lixões na Antiguidade
O lixo é um problema que afeta o homem desde a Antiguidade. Na velha Roma, havia uma lei que proibia um cidadão de tirar o lixo da cidade. Com isto Roma era uma cidade suja, muito suja. Nas ruas se acumulavam o lixo produzido nas casas, o lixo caseiro, os excrementos corporais e até cadáveres de animais. O rio Tibre era uma verdadeira cloaca urbana. Um horror!

Havia os lixeiros (os sterocrari) que tiravam as sujeiras nos seus carros de lixo (os plastra sterocraria), aí vocês já percebem a origem latina para o “esterco”. Todo o lixo era jogado nos “putioulum” situados fora das cidades, local frequentado por aves ou porcos que faziam a “limpeza”. Em Pompeia vi uma placa onde estava escrito: “Cacator sio valeas ut tu hoo lo um transeas” que poderia ser traduzido como: “Faça um favor de defecar em outro lugar”!

Naquele tempo era comum jogar no chão o conteúdo fedido dos urinóis… Também seriam os romanos os pioneiros no recolhimento seletivo do lixo urbano. Uma prova disto, existe em Roma, uma colina artificial, o monte Testaccio com uma altura de 50 metros, construído com os restos de 5 milhões de ânforas de barro, usadas no transporte de azeites e substâncias diversas…

Está lá para quem quiser ver! Só não sei se os romanos pagavam alguma taxa!

Cinema de qualidade na UFPel
Depois desta aula de História podemos passar para uma sala da Universidade, todas as quintas às 19h. Na Faculdade de Odontologia, sala 54. Rua Gonçalves Chaves, 4.571.

Com a coordenação do professor Luis Rubira, uma seleção de filmes, todos ótimos, feitos nos quatro cantos do mundo, uma dialética que traça relações entre o ensino e a aprendizagem.

Os filmes: no dia 17, Oitavo dia, um filme francês e uma incrível história de estrada entre um empresário e seu passageiro, um menino com Síndrome de Down. Uma aula de humanismo nos dias atuais.

No dia 24: Filhos do paraíso, filme do Irã. Um choque de culturas. No filme tem uma corrida incrível e um final tocante e singelo.

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