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Os Lusíadas em duas versões

Lançamento reúne o poema épico de Luís Vaz de Camões com tradução para a língua inglesa feita por sir Richard Francis Burton e conta com anotações exclusivas

02 de Setembro de 2017 - 23h03 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Obra de Camões retrata o heroísmo do português em suas viagens marítimas. (Reprodução)

Obra de Camões retrata o heroísmo do português em suas viagens marítimas. (Reprodução)

Versão inédita de Os Lusíadas: The Lusiads, clássico de Luís Vaz de Camões, chega ao Brasil pela editora Landmark. A obra referência da história portuguesa é apresentada simultaneamente em inglês e português, como nunca visto antes. A tradução conta com anotações descartadas pelo autor em sua obra original de 1572.

Sir Richard Francis Burton, escritor, linguista e conhecido mundialmente pelas traduções de sucesso do Kama Sutra (1883) e As mil e uma noites (1885), cita - no prefácio - que o mais prazeroso trabalho literário de sua vida foi traduzir Os Lusíadas e um dos maiores intentos era o de associar o nome dele com o de seu mestre, Camões.

Dono de uma das personalidades mais extraordinárias e fascinantes do século 19, Burton falava 29 idiomas e vários dialetos, sendo perito na arte do disfarce. Se tornou pioneiro em estudos etnológicos devido a diversas viagens ao redor do mundo. Veio ao Brasil como representante do governo britânico e tornou-se próximo a Dom Pedro II, na época, imperador do país. Sobre o Brasil ele escreveu o livro The highlands of Brazil da sua viagem ao interior do país.

Epopeia
Inebriado com a história e o poema de Camões, Burton comenta na obra àqueles que lerem esta versão, serão poupados do longo recital do motivo, de como e quando o Virgílio de Portugal tornou-se a perfeição do estudo de um viajante para ele.

Luís Vaz de Camões, nascido em Lisboa e considerado uma das maiores figuras da literatura lusófona, escreveu seu livro no Oriente, após sair do Exército e ser preso, enfrentou inúmeras adversidades e colaborou com a força portuguesa. Lá o autor encontrou a escrita como forma de escape e em seus poemas retrata o heroísmo do homem português e suas viagens marítimas rumo a novas descobertas. A história ficou conhecida como a epopeia portuguesa e, após publicá-la, Camões recebeu uma pensão do rei Dom Sebastião por seu serviço prestado à nação.

Referência
A versão original foi publicada em 1572 e, ao longo dos anos, traduzida para o alemão, o castelhano, o catalão, o inglês, o russo, o italiano e o japonês. Hoje é considerada um marco no classicismo português, sendo usada como referência nos vestibulares e nas universidades.

Esta nova edição apresentada pela editora Landmark traz todas as características da original, sendo composta por dez cantos, 1.102 estrofes e 8.816 versos que são oitavas decassílabas, seguindo as estéticas grecas e as vertentes do período renascentista.

O livro é dividido em proposição, introdução, invocação, dedicatória e narração, além do epílogo concluinte. São 728 páginas com uma das narrativas mais importantes da história mundial. Tamanho é o sucesso da obra, que - durante a sua trajetória - contou com adaptações para o cinema, o teatro, a ópera, a televisão e, até mesmo, para histórias em quadrinho.

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