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Crônica

A Conspiração da Pólvora

11 de Novembro de 2017 - 06h00 Corrigir A + A -

Por Thais Russomano

Era a noite de 5 de novembro de 1605.

Era um rei protestante que ocupava o trono britânico.

Era Jaime I da Inglaterra que reinava.

Era um soldado católico inglês que queria matar o rei.

Era Guy Fawkes contra Jaime I.

O episódio ficou conhecido como A Conspiração da Pólvora. Fawkes e seus 12 companheiros tinham como objetivo assassinar o monarca no poder. Assim, eles estocaram trinta e seis barris de pólvora, cerca de 800 quilos, sob o Parlamento, valendo-se da experiência de Guy Fawkes como militar.

O plano, no entanto, fracassou. O grupo foi descoberto antes de conseguir realizar a façanha. Por um excesso de zelo, alguns dos companheiros de Fawkes enviaram cartas a membros católicos da comunidade local, avisando que, no dia da abertura dos trabalhos parlamentares, eles não deveriam estar por perto. Uma dessas cartas acabou nas mãos do rei Jaime I. Aprisionado na Torre de Londres, o grupo foi torturado e todos acabaram sendo executados, seus cadáveres arrastados pelas ruas de Londres e os corpos, esquartejados.

O rei Jaime I foi salvo e 5 de novembro transformou-se num dia de celebração. Tradicionalmente, fogos de artifício são queimados e fogueiras são construídas, na noite que ficou conhecida como Bonfire Night. Em algumas cidades inglesas, procissões desfilam com tochas e cruzes em chamas. Em outras, bonecos representando Guy Fawkes são queimados.

A tradição secular até criou alguns versos, ainda hoje usados, para enfatizar esse momento da história britânica: “Relembrem o 5 de novembro. A traição e a conspiração da pólvora. Não conheço nenhuma razão para que a traição da pólvora algum dia seja esquecida”.

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