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Crônica

O Universo de Rubin

07 de Janeiro de 2017 - 06h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por Thais Russomano

O céu noturno esconde a matéria escura, que, como o próprio nome diz, é feito de uma matéria negra, invisível, apenas detectável pelos efeitos gravitacionais que ela exerce sobre a matéria visível que está ao seu redor. A presença da matéria escura foi proposta inicialmente em 1933, pelo físico suíço Fritz Zwicky, mas, somente na década de 70, é que descobertas científicas confirmaram sua existência. A astrônoma responsável por esse feito foi a norte-americana Vera Rubin, que comprovou que 90% da massa do Universo é composta por esse material invisível.

Suas pesquisas mostraram que os corpos celestes nas bordas das galáxias rodavam no mesmo ritmo que matérias no centro das mesmas. Isso contraria a lei física que defende a hipótese de que a grande massa central, formada por uma grande quantidade de poeira cósmica, estrelas, planetas, luas, cometas, asteroides, se move mais rápido do que a das suas bordas por ali, supostamente, ter menos massa. Ela provou que a massa não é menor, mas invisível!

A carreira de Rubin deixou um legado incalculável para a ciência mundial. Infelizmente, porém, Vera partiu no dia 25 de dezembro de 2016, sem ter recebido o reconhecimento máximo, o Prêmio Nobel de Física - algo que ela merecia!

Os achados de Vera Rubin não revolucionaram apenas a astronomia e o Universo conhecido. Pode-se dizer que até mesmo a filosofia foi impactada por ela. Segundo Kant, há duas coisas que nos deslumbram na vida - o céu estrelado sobre nossas cabeças e a lei moral dentro de nós! No entanto, graças a Rubin, temos a comprovação de que há uma enorme matéria invisível no Universo, algo que é muito maior do que as estrelas que podemos observar. E isso, por si só, também tem o poder de nos deixar deslumbrados!

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