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Crônica

Somos todos seres humanos

11 de Março de 2017 - 06h00 Corrigir A + A -

Por: Laila Palazzo -  lailapalazzo@gmail.com

Quero criar uma hashtag com o título deste texto. Essa é a minha bandeira para que possamos despertar para algo tão óbvio e ao mesmo tempo tão incompreendido no contexto social. Somos todos seres humanos. Todos nós fomos gerados a partir do encontro de um espermatozoide com um óvulo e esperamos bons meses para chegar até aqui. Até onde sei, não pedimos para vir ao mundo, mas para cá viemos com a mesma incumbência: viver e desfrutar desse grande presente que recebemos, com a responsabilidade de deixar as coisas em ordem para os próximos contemplados com o dom da vida.

Cada um de nós nasceu e cresceu num contexto diferente que envolve a educação e a estrutura familiar, financeira, cultural, entre outros aspectos. Somos todos diferentes, sim. Cada um de nós trilhou um caminho de experiências que nos fizeram construir uma história individual e única que, na maioria das vezes, não é reconhecida e respeitada.

Quem de nós olha para o outro (e quando eu falo em olhar é olhar nos olhos) e consegue ver que ali existe alguém como nós, mas que tem uma história diferente que merece compreensão e respeito? Somos homo empathicus, o poder da empatia está em nós, mas por que não utilizamos essa ferramenta poderosíssima nas nossas relações?

Continuamos discutindo, muitas vezes de forma agressiva e violenta (e para sermos agressivos e violentos não precisamos bater ou agir fisicamente contra alguém), aspectos tão pequenos que não deveriam ser tratados como diferenças e, muito menos, nos gerar raiva e ódio.

Somos todos diferentes não pela nossa raça, gênero ou ideologias. O que nos torna diferentes é a nossa história e se conseguirmos olhar para ela com acolhimento, mudaremos o fluxo das relações. Somos todos seres humanos e temos nas mãos o poder da empatia e do amor, capazes de romper as barreiras invisíveis que há entre nós.

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