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Decoração

Um mergulho nas tradições

O passado é a tônica entre os lançamentos cerâmicos da Expo Revestir 2017

18 de Março de 2017 - 20h33 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Agência Estado

Espaço Rooftop Casa Vogue revestimento Portinari. (Divulgação)

Espaço Rooftop Casa Vogue revestimento Portinari. (Divulgação)

Verde e amarelo, por certo. Mas também anil, cor-de-rosa e carvão. A brasilidade reinou absoluta pelos corredores da 15ª edição da Expo Revestir, encerrada há uma semana. Temáticas, técnicas e processos de matriz brasileira foram destaque entre os principais expositores. Como todas as crises, esta tem também seu aspecto positivo. “Designers e fabricantes têm olhado mais para dentro, antes de mais nada, diga-se, para racionalizar custos, mas no final o resultado é este: um mergulho nas nossas tradições, no nosso jeito muito particular de fazer as coisas”, afirma o catarinense Lauro Andrade, diretor-geral da feira.

Temáticas indígenas, alinhadas a cores e formatos mais contemporâneos, surgiram com força em coleções como a da Via Rosa, que apresentou um mosaico baseado em desenhos rituais e também na Ceuta. Esta, por meio de réguas de grande formato (20,2 cm e 86,5 cm), adornadas com pinturas étnicas aplicadas sobre remos.

Azulejaria
A arquitetura modernista brasileira foi outro tema revisitado. Em clara alusão ao geometrismo de nossa azulejaria, a Portinari lançou a série Conect, com componentes triangulares e texturizados, que podem compor desenhos exclusivos. Da mesma forma, não era preciso ir muito longe para antever uma provável conexão entre a série de porcelanato Brise, também da Ceuta, com todo o legado da escola brutalista paulista.

Uma certa nostalgia no ar se fazia presente. Azulejos coloniais (ou ao menos a reminiscência deles) inspiraram a nova linha Mix, de porcelanato, da Tecnogres. Isso sem falar na profusão de acabamentos desgastados, no melhor estilo assoalho de casarão. Uma referência clara, na linha Laca Black, da Decortiles, e nas pastilhas Santorine, da Elizabeth.

“A indústria cerâmica nacional atingiu um tal nível de refinamento tecnológico que permite aos designers viajar no tempo. E esse movimento pode ser percebido nos lançamentos, cheios de conteúdo apresentados este ano”, comenta Antônio Carlos Kieling, presidente executivo da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmicas (Anfacer).

Tecnologia
Mas, se entre as cerâmicas a tradição falou mais alto, o mesmo não se pode dizer dos metais e louças sanitárias. Com olhos no futuro, a Docol apresentou uma torneira que adiciona ozônio à água. Um artefato que permite, por exemplo, esterilizar pequenos objetos sem ferver água, retirar parte dos agrotóxicos de legumes e verduras e até eliminar odores das mãos.

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