Estilo
Crônica

Pelotas não ergueu monumento a genocida

21 de Abril de 2017 - 06h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Joari Reis

Em logradouros de muitas cidades gaúchas, um nome é bastante repetido, talvez seja o de um personagem importante para aquela região. Costumam ser de um herói pátrio, um marechal ou general, vencedor de batalhas, um santo da Igreja etc. Ruas, praças e avenidas do interior repetem o nome do homenageado. Cidade de história política bastante forte, Pelotas possui algumas peculiaridades que a distinguem de outros municípios onde os nomes de certas pessoas estão em muitas placas de ruas, por aqui eles não são lembrados...

Na capital vejo monumentos erguidos homenageando alguma celebridade. Na Praça da Matriz existe um dos grandes. Seu nome repete-se em muitos outros locais. Não os encontro em Pelotas. As rixas políticas de outros tempos deixaram marcas profundas, a razão de certas figuras não serem citadas em nossa cidade Princesa.

Visitando a casa de Bento Gonçalves em Cristal chamou minha atenção a existência de uma ampla sala dedicada à vida política de Julio de Castilhos, afilhado de Borges de Medeiros, outro nome muito repetido em cidades gaúchas. Eram ambos membros do Partido Republicano, uma sigla repudiada por ilustres pelotenses.

Recebo mensalmente a publicação O mundo das letras editado pela Academia Pelotense de Letras, agora em seu número 165. Neste mês de abril encontrei um artigo escrito por um acadêmico que infelizmente não tenho o prazer de conhecer. Se ele me permite, gostaria de chamá-lo de colega por termos ligações funcionais e científicas bem próximas.

Escrevo sobre o que li a respeito de Julio de Castilhos a partir do texto do senhor Paulo Francisco Martins Pacheco, detentor da cadeira número 30 de nossa Academia. O ilustre acadêmico chama Julio de Castilhos de um “ilustre genocida”, citando feitos degradantes daquele político que tinha um apelido que não gostaria de citar, conhecido na historiografia gaúcha. O “Saddam dos Pampas” como leio em outro bem fundamentado trecho do artigo, no qual Castilhos aplaudia a execrável prática da degola em revoluções gaúchas.

Recomendo a leitura do texto para que “o nome de Julio de Castilhos seja banido de todas as ruas, colégios e na própria cidade batizada com seu nome”. Obrigado acadêmico, o Rio Grande deve honrar os verdadeiros humanistas e patriotas e não tiranos acusados de muitos crimes.

O premiado no final de Prelúdio
Na última audição da temporada, o violinista Jessé Reis recebeu a bolsa de estudos de três anos em Budapeste. Jessé se mostrou um virtuose da música cigana, mas gostaria de vê-lo com outra temática.

Comentários Comente

REDES SOCIAIS

Diário Popular - Todos os direitos reservados